Curitiba - O londrinense André Vargas (PT) pode assumir a vice-presidência da Câmara Federal em 2013, quando os deputados federais renovam a Mesa Diretora da Casa. A eleição será realizada em fevereiro do ano que vem, e a cabeça da chapa governista ficará com o PMDB, cuja indicação caminha para ser o deputado federal Henrique Eduardo Alves, do Rio Grande do Norte. ''A vice será do PT e eu fui o nome escolhido, mas ainda precisamos ser homologados pela eleição geral'', diz Vargas.
O político não crê que a Câmara Federal possa repetir o episódio Severino Cavalcanti, quando em 2005 os partidos pequenos (chamados de ''baixo clero'') atropelaram a base aliada do governo Lula, impondo um deputado de Pernambuco até então desconhecido. ''Cada eleição é uma disputa diferente, mas há um bom entendimento para que seja honrado o critério da proporcionalidade, onde as maiores bancadas indicam os cargos importantes'', explica Vargas, que ganhou a indicação petista ao vencer Paulo Teixeira (SP), por 48 votos a 37.
''Eu fui o relator de quatro Medidas Provisórias (MPs) aprovadas por consenso. Também tenho diálogo com os demais partidos. A vitória, eu acho, é reconhecimento desse trabalho. Na vice-presidência, eu quero representar a posição do PT no parlamento, sem perder a relação com as outras siglas'', comenta Vargas. Ele disse que não teme rachas na legenda, apesar da disputa interna pela vaga, pois o partido possui uma ''tradição de unidade, independente das divergências''.

mockup