Vargas cogita um vice do PSD na chapa de Gleisi
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 15 de abril de 2013
José Lazaro Jr. <br>Reportagem Local 
Curitiba - ''Minha chapa preferida para 2014 no Paraná tem Gleisi Hoffmann (PT) para governadora, e a vice ficaria com Eduardo Sciarra (PSD). O candidato ao Senado seria Osmar Dias (PDT). E se o Osmar não puder ser candidato por questões familiares, aí eu me coloco à disposição da coligação para disputar o Senado'', declarou o deputado federal André Vargas (PT), ontem, ao visitar a Assembleia Legislativa (AL) do Paraná.
A afirmação de André Vargas, vice-presidente da Câmara Federal e uma das lideranças do PT no Estado, reforça a tese que a senadora Gleisi deixará a Casa Civil da Presidência da República para ser candidata ao Palácio Iguaçu. Ela disputaria a eleição contra o atual governador, Beto Richa (PSDB), que tenta a reeleição. Vargas acha que o tucano pode ser derrotado nas urnas, pois o pleito de 2014 ''será uma eleição do imponderável, igual foi a disputa em Curitiba, em que tudo pode acontecer''.
''Queremos ter o PDT, o PV e o PCdoB na nossa chapa. Vamos conversar com o PP e o PSD. Nada impediria também a vinda do PMDB, pois já estivemos do mesmo lado em várias eleições, mas eu acho que eles lançarão um candidato próprio'', diz o deputado federal. Sobre sua candidatura ao Senado, ela dependeria do acordo firmado entre os irmãos Osmar e Alvaro Dias (PSDB), que não se enfrentam diretamente nas disputas eleitorais. Beto e Alvaro não se dão bem, mas o governador tem dado sinais que aceitaria a composição para não ''rachar'' o PSDB.
Retomando a briga política entre o PT e o PSDB, Vargas disse que ''Beto só começou a governar depois que perdeu a Prefeitura de Curitiba''. Disse também que o governo federal não regula o repasse de dinheiro para o Estado, ''mas o governador só pensa em fazer empréstimo''. ''(A presidente da República) Dilma (PT) é muito prudente, não vai por dinheiro em projeto que não se sustente. Tem que ter projeto'', cutuca o petista.
Tribunal
Após ter conduzido a votação que criou o Tribunal Regional Federal da 6 Região (TRF6), André Vargas descartou que a Mesa Executiva da Câmara Federal vá emperrar a promulgação Emenda Constitucional. ''Quem pode questionar o resultado são os partidos políticos e a Advocacia Geral da União, a AGU, mais ninguém. Estamos vendo isso'', justificou o político, já que ainda não houve a promulgação dos novos TRFs.


