Vaquinha indeniza vereador
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 22 de novembro de 2018
Vaquinha indeniza vereador
O padre Cristiano Bento dos Santos cumpriu a decisão judicial e pagou indenização de R$ 2,3 mil ao vereador Filipe Barros (PSL) por danos morais. Para realização do pagamento, o padre contou com uma "vaquinha" com a participação de sindicatos, entidades de classes, professores, paroquianos e outras pessoas. Santos afirmou que muita gente se solidarizou e a "vaquinha" foi um "ato cristão".
Vídeo polêmico
O pároco da Arquidiocese de Londrina foi processado por Filipe Barros após declarações em entrevista à imprensa na Câmara Municipal de Londrina criticando o vereador, que durante greve geral de trabalhadores sindicalizados em abril de 2017 gravou um vídeo xingando os manifestantes de "vagabundos" e dizendo que tinha que "descer o porrete neles". A decisão da juíza Fernanda Korki Arrabal Garcia determinou o valor da indenização com base nas acusações por danos morais. Mesmo sendo em primeira instância, o padre decidiu não recorrer e cumpriu a determinação.
Dever cristão
"Já fiz o depósito. Como bom cidadão, estou cumprindo aquilo que a Justiça determinou, eu, que respeito as instituições, mesmo sabendo que não fiz nada de errado. Saí em defesa dos trabalhadores. Isso é um dever cristão. Eu também sou um bom cristão, seguidor de Jesus Cristo, e tenho a missão de defender os pobres. E, naquele momento da greve, que ele (vereador) se sentiu ofendido pela minha manifestação, eu estava defendendo os trabalhadores, as pessoas que sofrem para ganhar o seu pão de cada dia", afirmou nesta quarta (21) o padre Cristiano.
Confissão cabal
Filipe Barros enviou nota à imprensa afirmando que "o fato de sindicalistas londrinenses estarem custeando a multa" mostra que o objetivo do processo era prejudicá-lo. "É a confissão cabal de que os eventos decorrentes do meu posicionamento frente à greve de 2017 foram apenas uma manobra para me atingir politicamente", declarou o vereador, que foi eleito deputado federal.
Censura por escrito
Depois da divulgação do vídeo em que xingava os manifestantes, Barros chegou a ser alvo de representações enviadas à Câmara Municipal em maio de 2017 por um cidadão e o coletivo de sindicatos alegando quebra de decoro do vereador. Após análise da Procuradoria Jurídica da Casa com base no Código de Ética e Decoro Parlamentar, Barros sofreu uma censura por escrito da Mesa Executiva.
"No berço da corrupção"
Um dos três deputados federais da base de Londrina eleitos em outubro, o vereador cassado Boca Aberta já está "causando" na capital federal. Ele divulgou nas redes sociais vídeo em que aparece em frente à Praça dos Três Poderes vestindo sua habitual camisa não oficial do Londrina Esporte Clube e exibindo o crachá que será usado como credencial para a cerimônia de posse na Câmara, dia 1º de fevereiro de 2019. "Estamos aqui no berço da corrupção brasileira", diz Boca Aberta no começo do vídeo. Ele brinca que "já queria meter gasolina", mas que "gasolina azul de avião, só no dia 1º de fevereiro". O futuro parlamentar também mostra a marca do exame de sangue a que foi submetido para obter o crachá provisório. "Pedi pelo amor de Deus pra não injetarem Racumin (veneno contra rato) porque tem um monte de gente querendo matar nós (sic)".
Compromisso
Já no final do vídeo caseiro, Boca Aberta manda um recado: "Estamos em Brasólia. O pau vai cantar. Você, povo do Paraná e de Londrina, vai ver Brasília como nunca mais imaginou que veria. Vou filmar como é um apartamento funcional do deputado, apartamento um por andar. Vamos mostrar o que tem: suíte, banheira de hidromassagem... Deputado federal não paga água, luz, telefone, comida, hospedagem, não paga escritório, não paga nada!" Sobre a camisa "pirata" do Tubarão que costuma usar em lugares públicos, certa vez a FOLHA questionou o ex-vereador do porquê de não vestir uma oficial do clube. Ele disse que é presente da mãe.
Obras no porto
A governadora Cida Borghetti e o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Valter Casimiro, entregam nesta quinta-feira (22), às 10h30, as obras de dragagem do Canal de Acesso ao Porto de Paranaguá e as obras de expansão do novo cais de atracação de navios da TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá. O governo estadual diz que com o aumento da profundidade em média de 1,5 metro, cada navio graneleiro que atraca no Porto poderá embarcar até 10,5 mil toneladas a mais. No TCP o cais passará dos atuais 879 metros para 1.099 metros de extensão e de 40,75 metros para 50 metros de largura. O Terminal de Contêineres de Paranaguá ampliará em 60% sua capacidade de movimentação, que passará de 1,5 milhão de TEUs/ano para 2,5 milhões de TEUs/ano (TEU é a medida-padrão utilizada para calcular o volume de um contêiner).



