Vanhoni questiona licitação feita pela Fundepar
Vanhoni questiona
licitação feita
pela Fundepar
O deputado estadual Ângelo Vanhoni (PT) questionou ontem a licitação feita pela Fundepar para a informatização das escolas da rede pública de ensino no Paraná. Aprovado em dezembro de 97 e envolvendo R$ 24 milhões, o processo poderia ter sido dispensado pelo governo, com base num convênio firmado entre o Ministério da Educação e Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais que cede gratuitamente os programas para a informatização aos estados, afirmou o deputado.
Vanhoni quer que a Fundepar envie representante para a Assembléia Legislativa para explicar os detalhes da licitação vencida pela empresa Unisys e as razões pela não opção pelo convênio. Temos indícios de que os custos estão acima dos de mercado, acusou. Para ele, o governo poderia ter se beneficiado com o convênio do MEC, sem utilizar dinheiro público e recursos financeiros internacionais. A gerente de software do projeto Qualidade de Ensino com Informatização, da Fundepar, Lígia Maria Bley Strobel, informou ontem que boa parte do dinheiro vem do Banco Mundial (Bird).
Segundo a gerente, o convênio do MEC não oferece as mesmas vantagens que os constantes no projeto, razão pela qual o governo decidiu por licitar o serviço. Ela cita como exemplo a garantia de manutenção durante quatro anos e o fornecimento de computadores e impressoras para cada uma das 1.345 escolas que serão beneficiadas com a medida. O convênio do MEC, de acordo com Bley Strobel, inclui apenas o fornecimento do programa. Ela lembrou ainda que o projeto de informatização coordenado pela Fundepar não é de agora e foi idealizado há cerca de quatro anos. Os argumentos apresentados pelo governo não convenceram a oposição da real necessidade em se licitar o serviço. (L.D)





