Arquivo FolhaO deputado Vanhoni acredita em ‘‘maquiagem’’ de R$ 400 milhões na propostaO deputado estadual Ângelo Vanhoni (PT) quer uma CPI para investigar a proposta orçamentária do governo para 98. Segundo ele, o texto está ‘‘maquiado’’ e foi enxertado com cerca de R$ 400 milhões em emendas que beneficiam as bases dos deputados aliados que trocaram de partido até 2 de outubro.
‘‘Só uma CPI para fazer um levantamento’’, defende. Vanhoni quer ter acesso ao programa orçamentário o que, segundo ele, facilitaria a ‘‘operação pente-fino’’. ‘‘Sem isso não há como saber o que cada cidade recebeu de recurso’’, reforça. O deputado quer ampliar a sondagem e fazer um estudo do orçamento vigente para saber quais emendas de 96 que saíram do papel.
A CPI pode se concretizar se o PMDB e os aliados do governo que foram desprestigiados no orçamento aderirem ao discurso de Vanhoni. Sozinha, a oposição não consegue as 18 assinaturas para a instalação. O líder do PMDB, Orlando Pessuti, já avisou que ‘‘se for pela transparência do orçamento’’ o partido vai discutir a questão. O presidente da Assembléia, Aníbal Khury (PFL), também manifestou-se favorável ao esclarecimento.
Vanhoni também critica outros pontos da proposta, como o artigo 9º (créditos suplementares). O governo quer margem de movimentação em até 30% no projeto de obras, avaliado em R$ 1,3 bilhão. E liberdade total para abrir créditos em programas que dependem de recursos externos, como o da qualidade do ensino de 2º grau (Proem); o Paraná Solidariedade; e o programa de modernização fazendária.

mockup