Curitiba - O deputado estadual Ângelo Vanhoni (PT) disse ontem que gostaria de disputar uma vaga ao Senado nas eleições do dia 6 de outubro. Vanhoni pretende conversar com a cúpula do partido para avaliar suas chances de sucesso e consolidar sua candidatura. Na semana passada, Vanhoni desistiu de concorrer ao governo do Estado.
Durante reunião com a executiva estadual do PT na última sexta-feira, o deputado explicou que não estaria em condições de disputar uma campanha ao Palácio Iguaçu. ‘‘A campanha para a Prefeitura de Curitiba já foi extremamente desgastante. Acho que ainda temos dificuldades estruturais para encampar uma disputa para o governo’’, comentou Vanhoni, referindo-se à disputa de 2000. O PT conseguiu levar para o segundo turno a briga com o prefeito reeleito Cassio Taniguchi (PFL).
O deputado também não descarta a possibilidade de candidatar-se à reeleição. ‘‘Existe a possibilidade de que eu me candidate novamente à Assembléia Legislativa, e passe os dois próximos anos me preparando para a próxima campanha para prefeito de Curitiba’’, analisou.
Segundo o presidente estadual do PT, o vereador londrinense André Vargas, a desistência de Vanhoni não significa que o partido abandonará a intenção de lançar uma candidatura própria ao governo. A executiva estadual reúne-se no sábado em Maringá para tentar encontrar um nome que agrade às principais correntes do partido. Além da professora Milena Martinez, o deputado federal Padre Roque Zimmermann já anunciou que irá inscrever-se nas prévias do partido, no dia 17 de março. O secretário de Fazenda de Londrina, Paulo Bernardo, também pode disputar a vaga.
A desistência de Vanhoni, considerado o nome com maior densidade eleitoral do PT paranaense, pode consolidar uma aliança com o PMDB. O presidente da sigla no Estado, senador Roberto Requião, encabeçaria a chapa oposicionista, enquanto Vanhoni buscaria votos em sua eleição para o Senado. Há, entretanto, setores do PT que resistem à idéia.

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