Curitiba O PT promete entrar na briga pela presidência da Assembléia Legislativa. A decisão saiu na reunião da executiva estadual, na noite de anteontem. O nome do candidato oficial só deve ser anunciado em dez dias, mas tudo indica que será o deputado estadual Angelo Vanhoni, que concorreu à Prefeitura de Curitiba em 2000 e que goza de um excelente relacionamento com o governador eleito Roberto Requião (PMDB).
Outros nomes analisados, mas com menores chances de se viabilizarem, são a líder da bancada petista, Luciana Rafagnin, e o presidente estadual do PT e deputado eleito André Vargas. O maior adversário da chapa petista, a princípio, é o atual presidente da Casa, Hermas Brandão (PSDB), apoiador de Requião no segundo turno e primeiro a anunciar candidatura à reeleição.
A postura do PT, considerada aparentemente prematura, foi interpretada pelo PMDB como uma forma de buscar um entendimento com o partido do futuro governador, mais para frente. ''Acho legítimo o pleito deles (PT). Eles fizeram a maior bancada da Casa, de nove deputados. Mas as coisas podem se encaminhar para uma composição'', analisou o líder da bancada peemedebista, Nereu Moura.
Ele disse que a chapa, que terá nove vagas presidente, três vices e cinco secretários , pode acomodar PT, PMDB e PPS. Essa possível costura, na avaliação de Moura, poderia incluir Brandão na chapa, o que é improvável. ''O PMDB também tem vontade de presidir a Assembléia'', avisou Moura que, apesar de não admitir que estaria no páreo, fala com discurso de candidato.
O deputado Valdir Rossoni, do PTB, aliado do candidato ao governo derrotado Alvaro Dias (PDT), poderia ainda montar uma terceira chapa, representando a oposição. Rossoni, nesse caso, correria por fora.
Requião, por enquanto, não quer se envolver diretamente nessas articulações. Está em viagem, monitorando seus alidos por telefone. Só deve se pronunciar quando retornar a Curitiba, em duas semanas.

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