O deputado estadual Ângelo Vanhoni (PT) encaminhou ontem à tarde para o presidente da Assembléia Legislativa, Aníbal Khury (PFL), requerimento pedindo ao governo do Estado consulta prévia do poder Legislativo para efetuar operações financeiras e comercializar ações durante a crise financeira. Vanhoni alega que o governo do Paraná está preparando um leilão para comercializar um lote de ações da Copel nos próximos dias. Segundo ele, a crise mundial desvalorizou as ações e a operação pode dilapidar o patrimônio da empresa de economia mista.
A Banestado Corretora, responsável pelas operações envolvendo as ações da Copel, confirmou ontem à Folha a existência de uma solicitação de registro de comercialização feita à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A diretoria alega, entretanto, que o registro é apenas uma formalidade e não uma garantia de que a operação será efetuada e que a operação planejada não é de venda efetiva de ações, mas de seu financiamento. A situação do mercado financeiro é um dos itens observados pela instituição, informou ontem a assessoria do Banestado.
Vanhoni não especificou no requerimento, mas de acordo com informações obtidas por fontes do próprio Banestado e relatadas pelo deputado ontem, a operação das ações da Copel garantiriam um extra de R$ 20 milhões ao cofres públicos. Para o deputado, a Assembléia Legislativa deve pedir a suspenção imediata de qualquer processo de alienação de ações, mesmo diante da alegação de que o registro na CVM é só formalidade. ‘‘Qualquer operação nesse momento significa uma dilapidação do patrimônio público’’, disse.
O presidente da Assembléia, Aníbal Khury, disse ontem que vai encaminhar o pedido de Vanhoni para o secretário da Fazenda, Giovani Gionédis; e para a diretoria da Banestado Corretora, mas como uma ‘‘sugestão’’.

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