Vanhoni estuda ação jurídica contra prefeito
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quarta-feira, 07 de novembro de 2001
Maria Duarte<br>De Curitiba 
O deputado estadual Ângelo Vanhoni (PT) candidato derrotado no segundo turno por Cassio Taniguchi (PFL), com uma diferença de apenas 26 mil votos válidos acredita que se os gastos com a campanha do PFL fossem menores o resultado da eleição poderia ter sido diferente.
Vanhoni já acionou seus advogados. O deputado disse que eles estão analisando quais os melhores caminhos jurídicos para apurar as denúncias veiculadas pelo jornal Folha de S. Paulo. ''Se esse valor for comprovado (R$ 29,8 milhões) fica claro o que o senso comum já percebia, que a campanha deles foi muito cara'', afirmou o petista. Segundo ele, é preciso redefinir o papel do Ministério Público (MP) e do Poder Judiciário nas eleições, porque o MP e a Justiça não têm estrutura para controlar os gastos de campanhas. Vanhoni calcula ter gasto em sua campanha cerca de R$ 1,7 milhão.
O deputado Irineu Colombo (PT) lembrou que o partido já entrou com uma ação popular questionando os valores gastos pelos adversários, ainda sem julgamento. ''Agora temos argumentos novos. A omissão de cerca de 90% do total gasto pode ser considerada crime'', avaliou Colombo. Ele defende que novas ações sejam propostas. Colombo avalia que pode ser pedido o impeachment do prefeito, ou a cassação de sua diplomação.
O deputado Marcos Isfer (PPS), ex-coordenador de campanha de Cassio no primeiro turno, disse que ficou ''horrorizado'' com as informações veiculadas pelo jornal. Isfer declarou que não tinha conhecimento do caso e que atuou apenas na parte política na campanha. ''Atendia vereadores, marcava agenda. Não tinha noção da parte financeira''.
Na avaliação do líder do governo na Assembléia Legislativa, Durval Amaral (PFL), a sociedade espera uma explicação por parte do prefeito. ''Acho que é uma situação incômoda neste momento. Ele tem que provar que aquilo não é verdadeiro'', comentou. Amaral disse ainda que Cassio é ''a melhor alternativa no Estado para a administração pública''. Mas admite que as informações veiculadas no jornal podem ter impacto nas eleições.


