Vanhoni é probido de falar sobre o caixa 2
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quarta-feira, 22 de maio de 2002
Rodrigo Sais Equipe da Folha 
Curitiba - O deputado estadual Angelo Vanhoni (PT) e o diretório estadual do PMDB estão proibidos de divulgar material relacionado à existência de um caixa 2 nas contas da campanha à reeleição do prefeito Cassio Taniguchi (PFL), em 2000. A decisão foi tomada pelo desembargador do Tribunal de Justiça, Celso Rotoli de Macedo, que acatou um pedido dos advogados do PFL. Caso o PMDB ou o escritório de Vanhoni insistam na divulgação do material, eles terão que pagar uma multa de R$ 10 mil.
Vanhoni pretende recorrer da decisão. É um absurdo, porque o único material que divulgamos foram fotocópias que já haviam sido publicadas nos jornais. A decisão é ridícula, comentou o deputado. Vanhoni é um dos autores do recurso eleitoral que pediu a rejeição da prestação de contas de Cassio baseado em irregularidades veiculadas pela imprensa em novembro do ano passado. O PFL é acusado de não declarar R$ 17 milhões na contabilidade oficial entregue ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
A ação que resultou na proibição da divulgação de notícias sobre o caixa 2 pelos opositores do prefeito teve início em janeiro deste ano. Na época, o PMDB pretendia fazer uma manifestação na Boca Maldita intitulada Grito de Carnaval - Unidos do Caixa 2. Uma liminar obtida pelos advogados do prefeito determinou a apreensão das fantasias e panfletos que seriam distribuídos na manifestação, que incluiam máscaras que lembravam o rosto de Cassio. Levaram inclusiva material interno do partido que não tinha nada a ver com o caso, comenta a advogada do PMDB, Marlene Zannin.
Posteriormente, a 7ª Vara Cível decidiu pela devolução do material apreendido. Na decisão, o juiz considerou que os panfletos não caracterizavam ofensa à honra do prefeito. No dia 13 de maio, os advogados do PFL deram entrada em um agravo de instrumento no Tribunal de Justiça pedindo a proibição da distribuição dos panfletos. O desembargador Celso Rotoli de Macedo julgou procedente o pedido no mesmo dia, e determinou que o material apreendido na sede do PMDB não fosse devolvido.
A advogada do partido também pretende recorrer da decisão. Isso é um absurdo. Quero ver os advogados do PFL proibirem também os jornais, promotores e delegados de fazerem comentários sobre o assunto afirmou Marlene Zannin.


