Vanhoni diz que está recebendo ameaças anônimas
Luciana Pombo
De Curitiba
O deputado estadual Ângelo Vanhoni (PT), presidente da CEI que investiga o crime organizado e o narcotráfico no Paraná, afirmou ontem que tem recebido rotineiras ameaças anônimas por telefone. As intimidações começaram há algum tempo. Mas estão aumentando com a proximidade da vinda da CPI para o Paraná, declarou, lembrando da vinda da CPI Nacional dias 29 e 1º. Vanhoni confessou que teme a ação de integrantes do crime organizado no Paraná, mas garantiu que não irá desistir. Já levantamos muitos nomes de pessoas envolvidas com lavagem de dinheiro e com o narcotráfico. Não podemos parar agora, afirmou.
A CEI levantou ainda uma lista com operações tidas como suspeitas pela origem duvidosa de dinheiro e que podem ter ligação com lavagem de dinheiro do narcotráfico. Curitiba mandou US$ 1 bilhão para o exterior. Foz do Iguaçu mandou outros US$ 7 bilhões. Isto num prazo de dois anos e meio, afirmou o deputado. As informações sobre lavagem de dinheiro, o mapa da droga no Paraná e investigações sobre quadrilhas de desmanche de carros com nomes e endereços de envolvidos serão entregues aos deputados federais.
Até o final do mês, a CEI da Assembléia deverá trabalhar apenas com a organização dos dados já levantados. Durante todo o período de trabalhos da comissão, Vanhoni deverá andar com proteção policial. A Assembléia já requereu segurança para mim. Agora, tenho que andar sempre com algum segurança do meu lado, salientou.





