Vanhoni desconfiava de escutas telefônicas no comitê do PT
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sexta-feira, 20 de abril de 2001
Maria Duarte De Curitiba 
O deputado Ângelo Vanhoni (PT) disse ontem que sempre desconfiou que os telefones do seu comitê de campanha estariam grampeados. O petista, que disputou a Prefeitura de Curitiba com Cassio Taniguchi (PFL), considerou gravíssimas as declarações do advogado Peter Amaro de Sousa e disse que só não mandou investigar a possibilidade de escutas telefônicas porque a campanha eleitoral tomava todo seu tempo.
Tinha mil coisas para cuidar, e é claro que priorizava os assuntos eleitorais. Acabei não pedindo uma varredura, lamentou Vanhoni. O comitê central do PT estava instalado na Avenida Kennedy.
Além da suspeita de grampos, o deputado contou que se sentia constantemente vigiado. Percebia que seguiam meu carro e rondavam meu prédio, garantiu. Vanhoni disse que vai solocitar à rádio CBN a fita com a entrevista do advogado.
O petista também afirmou que pretende conversar na segunda-feira com o delegado Gerson Machado, que preside o inquérito no 3º Distrito Policial. O advogado tem que depor em juízo. Queremos saber toda essa história, disse. Vanhoni informou que vai solicitar a ajuda do Ministério Público (MP).
O líder do PMDB na Assembléia Legislativa, Nereu Moura, tentou instalar uma comissão especial para investigar os grampos no Palácio Iguaçu, mas a tentativa acabou frustrada. A bancada de sustentação ao governo impediu a aprovação do requerimento, conseguindo 17 votos contra 14.
A ex-secretária da Administração do Estado, Maria Elisa Paciornik, que hoje está na iniciativa privada, ainda não se pronunciou sobre o assunto. A Folha solicitou entrevista diversas vezes durante esta semana, mas não obteve retorno da Renault, empresa onde Maria Elisa está trabalhando desde o ano passado.


