Vanhoni atribui derrota a estratégia
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domingo, 31 de outubro de 2004
Rodrigo Sais<br> Equipe de Folha 
Curitiba - Embora tenha liderado todas as pesquisas de intenção de voto de 2001 até o final de setembro, Angelo Vanhoni (PT) sofreu sua terceira derrota consecutiva em uma disputa pela prefeitura de Curitiba. Abatido com o resultado das urnas, Vanhoni destacou a rejeição à imagem do PT e a estratégia eleitoral do seu adversário como os principais motivos para seu fracasso nas urnas.
Para o petista, houve um acordo entre o PSDB e o PFL (partido do prefeito Cassio Taniguchi) para aumentar as chances de Beto Richa ser eleito. ''Uma derrota não ocorre necessariamente apenas pelos nossos erros, mas também pelos méritos do adversário. Há sete meses o PSDB e o PFL inteligentemente desvincularam a imagem do Beto da do prefeito. Eles conseguiram construir na população a idéia de que o vice-prefeito estava separado da administração municipal'', apontou Vanhoni. Embora Cassio nunca tenha declarado apoio a Beto, os vereadores do PFL apoiaram o tucano desde o início do segundo turno.
O petista também reconheceu que a imagem de seu partido está desgastada junto à população desde a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas defendeu a sigla. ''Essa rejeição existe, mas não vejo motivos para ela. O PT vem tendo uma boa atuação no governo federal'', destacou.
Embora tenha sido muito criticado por ter montado uma aliança no primeiro turno que continha partidos que foram aliados de Cassio e do ex-governador Jaime Lerner (PSB), como o PTB e o PSC, Vanhoni defendeu a coligação que o apoiou nas eleições. ''Foi uma opção que fizemos desde que meu nome foi lançado como candidato, e formamos uma aliança em torno do PT e do PMDB com siglas que tinham em comum um projeto de oposição. Acredito que a população entendeu nossas propostas, e isso não influiu no resultado'', comentou.
O deputado estadual não quis anunciar seus planos após as eleições. ''Meus planos agora resumem-se a descansar com a minha mulher e meus filhos após uma campanha cansativa. Depois disso, vou concluir meu mandato para o qual fui eleito na Assembléia Legislativa da melhor maneira possível. Não é o momento ainda para pensar nas eleições de 2006'', concluiu.


