Vanhoni assume candidatura
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sábado, 19 de janeiro de 2002
Cristiane Oya 
O deputado estadual Ângelo Vanhoni (PT) assumiu ontem a sua candidatura ao governo do Estado. Reunido ontem em Londrina, com lideranças do partido e o secretário da executiva nacional do PT, Delúbio Soares, Vanhoni admitiu ser o nome de consenso no partido, antes mesmo da prévia, marcada para 3 de março. Em entrevista à Folha no início da semana, Vanhoni se mostrou reticente em assumir a candidatura, considerando a hipótese de concorrer ao Senado.
Vamos conversar com outros pré-candidatos, sobretudo com o Padre Roque e o Irineu Colombo, na segunda-feira. Se tiver a prévia, vamos disputar a prévia, se não tiver melhor, porque une o partido, afirmou Vanhoni. Estão inscritos na prévia os deputados Irineu Colombo e Padre Roque Zimmermann e a professora Milena Martinez.
A possibilidade de uma aliança com o PMDB, na qual o PT abriria mão da cabeça de chapa também foi discutida.
Dependendo do quadro, eu tenho uma possibilidade boa de disputar o Senado. Posso disputar também o governo. Dentro desse entendimento de hoje, sou o candidato a governador, desde que a gente não consiga fazer uma frente que possa ampliar ainda mais a possibilidade de vitória no Estado e alicerçar a campanha do Lula, conjecturou. É uma hipótese, e a outra é a do Requião ser candidato a governador e o PT também estar dentro.
O importante é que o Colombo e o Roque venham retirar as suas candidaturas em apoio ao Vanhoni, afirmou o prefeito de Londrina, Nedson Micheleti (PT).
No entanto, os deputados condicionaram o apoio à candidatura própria do partido. Se o Vanhoni assumir que vai até o fim, eu trabalho pelo consenso, caso contrário, o papo muda completamente, disse Padre Roque. A condição é que ele assuma que será o nosso candidato e que vá até o fim. Não abrimos mão da nossa candidatura para eles irem negociar com outras forças políticas, complementou Colombo. A reportagem não conseguiu localizar Milena Martinez.
Para Delúbio Soares, a aliança com o PMDB no Paraná vai consolidar uma série de negociações com o partido em Minas Gerais, São Paulo e Goiás, fortalecendo a candidatura de Lula à presidência da República.


