Vanhoni adota os principais projetos dos aliados políticos
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quarta-feira, 11 de outubro de 2000
Valmir Denardin De Curitiba 
Apesar do discurso unânime de que o apoio dos demais partidos de oposição no segundo turno é incondicional, o PT está adotando em Curitiba as principais bandeiras de campanha de seus aliados derrotados no dia 1º: o projeto de metrô de Luiz Forte Netto, ex-candidato do PSDB; e a proposta de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) defendida por Maurício Requião, do PMDB.
Segundo Roberto Salomão, coordenador de comunicação da campanha do petista Ângelo Vanhoni, a adoção das propostas não é decorrente de uma eventual barganha política, mas da afinidade entre essas propostas e aquilo que já era defendido pelo candidato no primeiro turno. Essa também é a opinião do senador Alvaro Dias, presidente estadual do PSDB, para quem o programa petista tem vários pontos de coerência com as propostas de Forte Netto.
O argumento é parcialmente verdadeiro. No primeiro turno, as propostas de metrô dos candidatos tucano e petista tinham em comum o local de instalação do sistema de transporte. Eles defendiam que os trens devam circular junto aos eixos rodoviários que ligam as principais regiões da cidade integrados por vias rápidas de veículos, nos dois sentidos; e vias exclusivas para ônibus expressos.
Mas os projetos divergiam em pelo menos um ponto. No projeto tucano o metrô circularia por vias elevadas, sobre as pistas onde atualmente andam os ônibus biarticulados. A proposta petista inicial defendia que o metrô fosse subterrâneo, mas prevendo a possibilidade de um sistema híbrido (em parte subterrâneo e em parte elevado).
Mas, no essencial, que é a localização nas canaletas do (ônibus) expresso, as duas propostas são idênticas, enfatiza Salomão. A proposta do prefeito Cassio Taniguchi (PFL), adversário de Vanhoni no segundo turno, prevê o metrô no canteiro central da BR-116, no sentido leste-oeste da cidade.
Em relação ao IPTU, as propostas de Maurício e Vanhoni eram idênticas. Eles defendiam um teto de 1% do valor do imóvel, com alíquotas diferenciadas, a partir de 0,2% do valor venal, para diferenciar residências de terrenos baldios, por exemplo. A proposta de Cassio mantém o atual sistema de cobrança: teto de 3% e alíquotas variando de 0,2% a 0,8%, para residências, e entre 0,3% e 3%, para imóveis não residencias e terrenos baldios. Agora, o PT deverá fazer uma defesa mais enfática do teto de 1%.


