'Vamos ter ampla liberdade para escolher a equipe'
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Catarina Scortecci<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O deputado estadual Antonio Belinati (PP), eleito anteontem prefeito de Londrina, sinalizou que pode se manter neutro nas eleições de 2010, quando o posto de governo do Estado estará em jogo. A posição do pepista tem ligação com a sua trajetória até a vitória nas urnas do último domingo. Segundo ele, ''os caciques políticos'', incluindo nomes que cogitam uma candidatura em 2010, não o ajudaram. ''Não tenho compromisso com ninguém. Se dependesse deles, eu não estaria eleito. Todos me agrediram'', disse ele, sem citar nomes. ''Mas, em todo País, candidato que agrediu seu adversário perdeu. Tem um ou outro eleitor que até gosta de uma baixaria, mas a maioria reprova.''
Presente na sessão plenária de ontem da Assembléia Legislativa, Belinati afirmou que sua postura ''isolada'' não deve atrapalhar a obtenção de recursos. Ele reforçou sua intenção em buscar parcerias com os governos federal e estadual para que Londrina saia do que ele considera ''uma crise extrema''. ''Faltam investidores. Londrina já teve a segunda maior receita do Estado e hoje perde para Curitiba, Araucária, São José dos Pinhais, Foz do Iguaçu e Ponta Grossa'', explica ele.
Outras promessas foram feitas ontem, durante seu discurso na Casa e na entrevista concedida à FOLHA. Acompanhe trechos da entrevista abaixo.
FOLHA - Já tem algum nome certo para compor a nova gestão?
Belinati - Eu espero até amanhã (hoje) definir o nome para a secretaria da Fazenda, que é a locomotiva da administração. Ela que vai pilotar o gasto, informar qual o nível de corte de despesa que temos que fazer. Eu tenho uma responsabilidade enorme. A cidade não vive um grande momento. Nós vivemos uma situação delicada nas finanças do município. E o secretário da Fazenda vai ser a peça chave para o meu sucesso ou, eventualmente, para o meu fracasso.
O senhor falou, em seu discurso na Assembléia Legislativa, que precisaria de R$ 54 milhões para resolver o problema da malha viária. Como obter o recurso?
Evidente que vamos depender de criar um fundo de asfalto e bater na porta do governo federal. Porque é inviável tirar do caixa da prefeitura um recurso tão alto. Primeiro vamos a Brasília para buscar os recursos.
A principal parceria, então, seria com o governo federal? Ou o senhor pretende também falar com o governador Requião?
O Requião sempre foi um grande parceiro. Mas eu aqui sou da oposição, não sou da base aliada. Mas ele deve ajudar a terceira maior cidade da sul do País. Vai depender do prefeito e da sua equipe, que devem apresentar projetos viáveis.


