'Vamos perder em qualidade de vida'
Representantes da Associação do Amigos do Jardim Shangri-lá A, antigo bairro na zona oeste de Londrina, saíram frustrados da Câmara Municipal na noite de segunda-feira, após a aprovação do projeto de lei que define o zoneamento da cidade, sem as mudanças solicitadas pela comunidade. Com isso, o Shangri-lá, que é zona residencial um (ZR1), passará a ter dois zoneamentos: metade será de ZR2 e metade de ZR8. "Os moradores não foram atendidos. Estamos de luto", disse a presidente da associação, Gabriela Fontoura. "Vamos perder muito em qualidade de vida."
O principal problema é que a ZR8 é bastante permissiva: podem ser construídos prédios, além de todo tipo de residência, como agrupada e em vilas. Nas vias coletoras, arteriais e estruturais, podem funcionar equipamentos institucionais, como creches, clubes e postos de saúde; comércio varejista de baixo impacto, praticamente todo tipo de serviço (excluindo-se, por exemplo, bares e boates) e indústrias de baixo impacto, como fabricação de sorvetes, de joias, instrumentos musicais e lavanderias e tinturarias.
Gabriela reclamou de falta de transparência e lamentou que os vereadores não tenham acatado as propostas de mudanças feitas pela associação. "Fizemos quatro propostas após a audiência pública de outubro", disse ela.
O presidente da Câmara, Rony Alves (PTB), afirmou que "as propostas eram piores do que o texto original do Executivo" e, por isso, nenhum vereador apresentou as emendas. Rony disse ter a intenção de retomar a discussão acerca do Shangri-lá em 2015. "Queremos ouvir todos os moradores e fazer uma discussão madura e não apenas as representantes desta associação, porque, alguns outros moradores nos disseram que elas não representam o bairro todo, não falam por eles." O vereador lembrou que o zoneamento foi proposto nas conferências realizadas em 2010. (L.C.)





