O Instituto Atlântico afirma ter sido supreendido com a cobrança judicial por ressarcimento de danos ao erário apresentada pela Prefeitura de Londrina, no valor de R$ 6.132.468,10. O advogado Vinicius Borba afirmou que o valor cobrado pelo município é referente à totalidade do Termo de Parceria na área da Saúde que vigorou entre dezembro de 2010 e junho de 2011. ''Ainda não conheço os termos da ação, mas querer que o Atlântico devolva tudo é o mesmo que dizer que os serviços não foram prestados, quando na verdade o contrato foi cumprido até o final com todos os serviços'', disse o advogado.
Além do Atlântico, também são réus os dirigentes Bruno Valverde Chahara e Lucas Cavenagui Modesto. O valor da ação é proveniente de três convênios - Policlínica, Serviço de Internação Domiciliar e Samu - gerenciados pelo instituto.
Borba informa ainda que o município foi notificado no último mês de março sobre valores que estaria devendo para o Atlântico. ''A prefeitura reteve pagamentos ao instituto na ordem de R$ 353 mil, fora os juros.'' A retenção foi feita pelo município, sob o argumento de que o instituto não havia prestado contas sobre o uso das verbas recebidas.
No mesmo período em que o Atlântico atuou em Londrina, outro instituto, o Gálatas, também gerenciou serviços de saúde. Ambos foram acusados por desvios de recursos públicos e os convênios cancelados logo após a Operação Antissepsia, realizada pelo Grupo da Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
Segundo o Ministério Público (MP) do Paraná, o ex-prefeito Barbosa Neto (PDT), a esposa dele, Ana Laura Lino, o ex-procurador do município Fidelis Canguçu, e outros ex-secretários municipais teriam se articulado com os presidentes dos institutos para a apropriação indevida do dinheiro que deveria ir para a Saúde. Ações civis e criminais correm na Justiça local sobre o tema.

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