Valor alto é precaução, dizem comitês
Curitiba - Para o representante do comitê financeiro do PT, Pedro Paulo Costa, as quantias determinadas pelos partidos não conferem com a realidade, mas são necessárias para evitar problemas com a legislação eleitoral. ''O valor foi estimado levando em conta as eleições passadas, mas é claro que a definição é um pouco subjetiva'', esclarece. ''Particularmente eu acho que é muito dinheiro, mas é para garantir que a lei seja cumprida e também temos que contar com um eventual segundo turno'', lembra ele.
O presidente do comitê financeiro da campanha à reeleição do governador Roberto Requião (PMDB), Milton Buabssi, também afirma que o teto alto é para ''prevenir'' e lembra ainda que nas eleições passadas o valor gasto poderia ser alterado durante a campanha, o que agora não é mais permitido. ''O valor é superestimado, mas alguns candidatos gastam mais, outros menos. E na verdade alguns nem conseguem arrecadar todo o dinheiro que informaram que pretendem gastar'', reconhece.
A prestação de contas em 2006 será feita em dois momentos. O primeiro prazo para que os comitês financeiros apresentem o relatório relativo à prestação de contas terminou domingo. Roberto Requião (PMDB), por exemplo, conseguiu arrecadar R$ 588.139,20, conforme a primeira prestação de contas apresentada pelo candidato.
A segunda prestação de contas deverá ser feita no dia 6 de setembro. As duas datas foram estabelecidas pela Lei 11.300/06 (minirreforma eleitoral). Outra alteração promovida pela minirreforma eleitoral foi a inclusão do candidato como co-responsável pelas contas prestadas. A partir de agora, o candidato responde solidariamente com o representante do comitê financeiro pela veracidade das informações.
Os candidatos ainda devem ficar atentos com a aplicação do dinheiro. Sem poder fazer showmício, alugar outdoors ou distribuir bonés e camisetas, o representante financeiro do PT lembra que os recursos deverão financiar materiais como ''banners'', santinhos, panfletos, além de programas de televisão. ''Também não está descartada a possibilidade de fazermos comício'', lembra ele. A arrecadação, a aplicação de recursos e a prestação de contas das campanhas eleitorais seguem as regras estabelecidas na resolução 22.250 do TSE. (C.S.)





