Belo Horizonte - Marcos Valério Fernandes de Souza, sócio das agências de publicidade SMPB Comunicação e DNA Propaganda, classificou ontem de ''desatino, desespero e cinismo'' as acusações feitas pelo deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ). Valério disse repelir o que chamou de tentativa do deputado petebista de compará-lo a PC Farias, e contra-atacou afirmando ter sido Jefferson ''aplicado defensor e parceiro político de PC''.
Paulo César Farias foi o tesoureiro da campanha do ex-presidente Fernando Collor de Mello, que sofreu processo de impeachment e deixou a Presidência da República em 1992. Quatro anos depois, o corpo de PC foi encontrado com um tiro na sua casa de praia em Alagoas.
Na sua resposta, em nota da sua assessoria de imprensa, o publicitário ironizou ao dizer que ''reconhece plena autoridade no deputado Roberto Jefferson para falar sobre as atividades de PC Farias, tendo em vista a notória participação do parlamentar no que a imprensa denominou de 'tropa de choque' do ex-presidente Fernando Collor''.
Acrescentou que ''jamais teve com o deputado Jefferson qualquer tipo de relação, em qualquer nível, que autorize o parlamentar a compará-lo com aquele de quem o deputado foi parceiro político e aplicado defensor''. A nota foi distribuída por causa do depoimento de Jefferson à CPI dos Correios, que terminou na madrugada de ontem. Em diversos momentos do seu depoimento, Jefferson comparou PC Farias a Delúbio Soares, o tesoureiro do PT, e a Valério, a quem o deputado acusa de ser o operador de Delúbio no pagamento do suposto mensalão.
Jefferson disse, por exemplo: ''Em todas as contas do PC Farias passaram R$ 64 milhões, e nas contas do Marcos Valério já passaram R$ 45 milhões''. ''O empresário Marcos Valério Fernandes de Souza reafirma que são infundadas, fantasiosas e aparentemente produzidas por desatino, desespero e cinismo as acusações reiteradas pelo deputado federal Roberto Jefferson, que o apontam como arrecadador e distribuidor de recursos para parlamentares'', diz a nota.

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