Valdomiro Meger confessa mais um caso de pianismo
Arquivo FolhaMeger confessou que outro deputado votou por ele no dia 12 de marçoO deputado Valdomiro Meger (PFL-PR) confessou que outro deputado votou por ele em mais de uma sessão da Câmara dos Deputados, revelando que a prática de pianismo é anterior ao flagrante do dia 18 de março. Nesse dia, o deputado José Borba (PTB-PR) foi flagrado votando por Meger por três ocasiões na sessão que analisava emendas ao projeto de reforma da Previdência.
Ontem, por meio de ofício enviado à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), Meger afirmou que não esteve em Brasília no dia 12 de março, apesar de seu nome aparecer no painel eletrônico nas duas votações da sessão. Na quinta-feira passada, Meger negou a prática de pianismo (quando um parlamentar vota por outro ausente) e afirmou que provaria na CCJ que esteve na Câmara no dia 12 de março.
Meger e Borba são alvo de processo de cassação por falta de decoro parlamentar. Meger nega ter entregue sua senha secreta de votação a outro deputado e pedido para que votasse por ele. Borba afirma que houve um acordo com Meger e que o parlamentar lhe forneceu o número de sua senha por duas vezes no dia 18. Para o relator do processo de cassação, deputado Sílvio Pessoa (PMDB-PE), a situação de Meger se complicou.
Pessoa deverá entregar seu parecer na CCJ, etapa preliminar do processo, na próxima quarta-feira. O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), marcou para a próxima terça-feira a votação do processo de cassação do deputado Pedrinho Abrão (PTB-GO). O pedido de cassação de Abrão foi aprovado na CCJ em julho do ano passado. Abrão é acusado de ter cobrado propina para manter os recursos destinados a barragem do Castanhão (Ceará) no Orçamento da União.
O deputado teria cobrado da construtora Andrade Gutierrez, responsável pela obra, 4% da parcela de R$ 43 milhões. A decisão de marcar a votação do processo de Abrão para o dia 14, antes da votação do processo do deputado Sérgio Naya (sem partido-MG), foi da Mesa Diretora da Câmara. O deputado tem tentado atrasar seu julgamento, afirmando que seu processo não poderia ser votado antes dos outros pedidos de cassação parados na Câmara.
O julgamento de Naya já estava marcado para o dia 15 de abril. No dia 31 de março, a CCJ considerou que o deputado faltou com o decoro parlamentar, aprovando o parecer do relator, deputado Marconi Perillo (PSDB-GO). A base para a acusação foi a fita de vídeo com as declarações de Naya durante reunião com vereadores na Câmara Municipal de Três Pontas (MG). Naya afirma ter cometido irregularidades, como falsificar assinatura de um governador de Minas Gerais.





