Valdir Rossoni explica suspensão da data-base
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terça-feira, 04 de outubro de 2016
Mariana Franco Ramos<br>Reportagem Local 
Curitiba O chefe da Casa Civil do Paraná, Valdir Rossoni (PSDB), disse nesta terça-feira (4), em entrevista coletiva no Palácio Iguaçu, que o governo decidiu suspender o cumprimento da data-base dos servidores públicos, previsto para janeiro de 2017, porque precisou estabelecer prioridades. "Nós vamos primeiro pagar os avanços, as progressões e as promoções, inclusive da Polícia Militar. Essa é a prioridade do governo. Ao pagar isto, aí vamos discutir o reajuste". As emendas modificativas à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2017, que cortam a reposição inflacionária do funcionalismo, começaram a tramitar ontem na Assembleia Legislativa (AL).

De acordo com o tucano, a medida foi motivada pela política implementada do governo federal, mais precisamente durante a gestão da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). "[Ela] nos prometeu um crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 3% e nós estamos tendo um crescimento negativo. Temos que analisar essa situação, que é uma excepcionalidade na economia do País, olhando os outros Estados. Vinte Estados brasileiros não concederam aumento nos últimos três anos. E alguns deles não estão pagando os servidores públicos. Estão parcelando os vencimentos", justificou.
Rossoni falou que preferiu se antecipar à queda de receita, para não chegar no ano que vem e ter de enfrentar um parcelamento de salário. "Nós nos diferenciamos dos outros Estados por nós termos a nossa situação equilibrada". O texto que chegou à AL estabelece que o reajuste seja concedido apenas quando forem implantados todos os avanços nas carreiras dos servidores civis e militares a dívida, conforme o próprio Executivo, está estimada em R$ 750 milhões. O secretário não estipulou um prazo. "Não há previsibilidade. Se você ouvir as entrevistas dos economistas, eles mesmos divergem do momento da economia".
Quanto à possibilidade de ocorrer uma greve geral no funcionalismo, o chefe da Casa Civil disse acreditar no "bom senso". "Nós estamos preparados para manter as finanças do Estado equilibradas (
) Se nós tivermos manifestações de servidores, que são normais, estamos estabelecendo um canal direto de diálogo. Estamos marcando para a próxima semana um encontro com todos os sindicatos, para discutirmos e debatermos de forma transparente, com a presença do secretário da Fazenda, do secretário de Planejamento, do secretário de Administração, do líder do governo, do chefe da Casa Civil,as finanças do Estado. Os próprios servidores vão entender que essa medida é necessária".


