Apesar da ''blindagem'' ter evitado que manifestantes se aproximassem, a organização não conseguiu impedir que um grupo de manifestantes vaiasse o presidente dentro e fora do ginásio Gigantinho, onde ocorria o evento.
Ao ouvir as vaias, Lula interrompeu o discurso e disse que talvez os participantes estrangeiros não estivessem entendendo. ''Esses que não querem ouvir, são filhos do PT. É próprio da juventude, um dia eles amadurecerão e à casa retornarão e nós receberemos eles de braços abertos'', afirmou. ''Os meus filhos vão voltar para a casa porque verão que as coisas estão funcionando muito bem'', acrescentou.
Lula também chamou o atual presidente da Argentina, Nestor Kirchner, de ''companheiro Menem''. Ao enaltecer as mudanças ocorridas nos últimos anos nos países da América do Sul, ele primeiro criticou o ex-presidente Carlos Menem (1989-1999) e depois ao falar de Kirchner acabou trocando os nomes. ''Há pouco mais de dois anos um país importante como a Argentina sequer tinha visão de eleger um presidente da República, porque se imaginava que o Menem voltaria a ser presidente. O que aconteceu na Argentina é que o companheiro Menem (na verdade, Nestor Kirchner) assumiu a presidência da Argentina e está mudando não apenas a relação do governo com seu povo, mas está contribuindo para mudar a relação entre os Estados da América Latina.''
O discurso foi marcado por vaias e aplausos do público presente no ginásio Gigantinho. Ao mesmo tempo que um grupo de 50 estudantes do Rio de Janeiro vaiava trechos do discurso, petistas usando camisetas, que diziam ''100% Lula'', aplaudiam as palavras do presidente. (Folhapress)

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