'Vai da consciência do verador agir assim'
Frase dita por um vereador que negou providenciar ajuda material no gabinete apesar de um eleitor garantir o contrário: ''Algumas pessoas vêm pedir até casa própria. Por isso que existe a assessoria comunitária: para evitar que os vereadores sejam explorados''.
O órgão ao qual o parlamentar se refere foi criado há cinco anos na Câmara. De acordo com a responsável por ele, a assessora comunitária Vera Regina Specian, a meta era receber via encaminhamento por escrito fornecido pelos vereadores os que vão em busca de algum tipo de apoio e encaminhá-los às áreas da Prefeitura responsáveis, conforme a necessidade. ''Muitos pedem remédio, telha, ajuda para gincana de bairro e até passagem de ônibus. Contatamos o poder público e este checa se realmente o pedido tem razão de existir'', explicou.
Na avaliação da assessora comunitária, muitos recorrem diretamente ao vereador por desconhecerem qual a função dele. ''Creio que é uma questão de formação educacional essa desinformação. Mas não é papel de parlamentar fornecer cesta básica a quem pedir'', sentenciou. E se a iniciativa perdura, a desinformação não é perpetuada? ''Vai da consciência de cada vereador agir ou não dessa forma'', respondeu.
O presidente da Casa, vereador Orlando Bonilha (PL), garantiu que se a prática está sendo adotada, pelos parlamentares de Londrina, ele próprio vai ingressar denúncia à Justiça Eleitoral. Questionado sobre o vereador se sentir intimidado em recusar atendimento em plena época eleitoral o que implicaria na perda de um eleitor em potencial , admitiu que isso é fato. ''Estaria mentindo se dissesse que não''. Para Bonilha, o assistencialismo acaba sendo prejudicial ao vereador, ''pois ele tem que tirar do próprio bolso sem ser responsável por aquilo'', ponderou. (J.G.)





