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Londrina

Política

m de leitura Atualizado em 17/06/2022, 02:18

Vaga ao Senado pelo Paraná já tem quatro postulantes

Pré-candidatos com bandeiras da direita já lançaram seus nomes; PT aguarda coalizão e Moro ainda mantém suspense

PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 17 de junho de 2022

Guilherme Marconi - Grupo Folha
AUTOR autor do artigo

Foto: Leonardo Sá - Agência Senado
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Já são ao menos quatro os pré-candidatos ao Senado pelo Paraná nestas eleições 2022. Neste ano, os eleitores paranaenses vão escolher quem ocupará a cadeira do senador Alvaro Dias (Podemos). O seu mandato, de oito anos, termina em dezembro e ele próprio deve ser um dos candidatos à vaga. Os partidos têm até 16 de agosto para registrar na Justiça Eleitoral os nomes dos candidatos, porém, por enquanto os nomes colocados pelos partidos disputam o mesmo espectro político, com viés mais conservador e bandeiras de direita. 

ALVARO DIAS (PODEMOS)

Alvaro Dias está no terceiro mandato consecutivo de senador Alvaro Dias está no terceiro mandato consecutivo de senador
Alvaro Dias está no terceiro mandato consecutivo de senador |  Foto: Pedro França/Agência Senado
 

Alvaro Dias disse à FOLHA nesta semana que o Podemos ainda não definiu qual será a coligação para as eleições de outubro, mas interlocutores afirmam que o senador ainda cobra de Ratinho Junior (PSD) apoio negociado há meses - o governador até agora não se manifestou a favor da reeleição do senador. Diante desse quadro, o próprio Alvaro já disse a aliados que não descarta sair candidato ao governo do Paraná.

"O Alvaro não está preocupado de quem será seu adversário, ele está disputando quem terá a nomeação de Ratinho Junior,  ainda que seja um apoio branco. O que o Alvaro não quer é que o governador apoie outro candidato que seja o Moro ou alguém indicado pela direita. Hoje tudo gira em torno do apoio do Ratinho", avalia o professor da UFPR (Universidade Federal do Paraná) e cientista político Emerson Cervi.

Segundo Cervi, o PSD deverá abrir mão de um candidato próprio para dar espaço a outra legenda e é isso que os demais estão tentando. Nesse bolo, incluem-se o Progressistas, do deputado estadual Guto Silva, e o PL, do presidente Jair Bolsonaro e do deputado federal Paulo Martins. Ex-governador (1987-1991), Alvaro Dias está no terceiro mandato consecutivo de senador, ocupando uma cadeira há quase três décadas (1999-2007); (2007-2015); (2015-2022). 

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GUTO SILVA (PP)

Guto Silva é deputado estadual em segundo mandato Guto Silva é deputado estadual em segundo mandato
Guto Silva é deputado estadual em segundo mandato |  Foto: Dalie Felberg/Alep
 

Natural de Maringá (Noroeste), mas com carreira política em Pato Branco (Sudoeste), Luiz Augusto Silva ou Guto Silva é deputado estadual em segundo mandato. Iniciou a carreira em 2009, quando foi eleito o vereador mais votado de Pato Branco. Elegeu-se deputado estadual em 2014, com 45.313 votos pelo PSC, e foi reeleito em 2018, pelo PSD, com 66.412 votos.

Aliado de Ratinho Junior, foi secretário-Chefe da Casa Civil de 2019 a 2022. Na última janela partidária, em abril, o parlamentar mudou para o Progressista com o claro intuito de concorrer ao Senado numa legenda aliada da coligação. Ou seja, buscou aproximação com o deputado federal Ricardo Barros (PP-PR), que é líder do presidente Jair Bolsonaro (PL) na Câmara. 

PAULO MARTINS (PL)

Paulo Martins defende pautas do governo consideradas "conservadoras" nos costumes e "liberais" na economia Paulo Martins defende pautas do governo consideradas "conservadoras" nos costumes e "liberais" na economia
Paulo Martins defende pautas do governo consideradas "conservadoras" nos costumes e "liberais" na economia |  Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados
  

Nascido em Presidente Venceslau, o jornalista Paulo Eduardo Martins, 41 anos, exerceu a atividade de comentarista do programa SBT Paraná da Rede Massa de Curitiba. Em 2014, concorreu a uma vaga na Câmara dos Deputados pelo PSC do Paraná, obtendo 63.970 votos e ficando como o quarto suplente da coligação. Conseguiu assumir a cadeira em 2016 após afastamento dos titulares e foi reeleito em 2018 pelo PSC.

Na atual legislatura, Martins defendeu pautas do governo consideradas "conservadoras" nos costumes e "liberais" na economia. Recentemente, ganhou o status de candidato de Bolsonaro. Isso porque na passagem por Maringá (Noroeste) em maio deste ano o presidente da República declarou que Martins seria o nome dele ao Senado pelo Estado. 

ALINE SLEUTJES (PROS)

A deputada federal Aline Sleutjes  foi eleita com votos concentrados nos Campos Gerais A deputada federal Aline Sleutjes  foi eleita com votos concentrados nos Campos Gerais
A deputada federal Aline Sleutjes foi eleita com votos concentrados nos Campos Gerais |  Foto: Paulo Sergio - Câmara dos Deputados
 

Mesmo sem apoio formal do presidente Jair Bolsonaro, a deputada federal Aline Sleutjes (PROS) informou que mantém a candidatura ao Senado pelo Paraná. A parlamentar também foi eleita pela onda bolsonarista com votos concentrados na região dos Campos Gerais. Professora da rede particular de ensino e profissional de educação física, a deputada é natural de Castro e formada pela UEPG (Universidade Estadual de Ponta Grossa). Em 2004 foi eleita vereadora por Castro em dois mandatos e candidata a prefeita algumas vezes.

Levantando pautas conservadoras, Sleutjes foi eleita deputada federal em 2018 pelo PSL. Durante o mandato, promoveu protestos com bandeiras antidemocráticas pedindo o fechamento do STF (Supremo Tribunal Federal) e foi alvo de um inquérito. Na última janela partidária trocou o PSL (agora União Brasil) pelo Pros. O partido dela deve apoiar Ratinho Junior à reeleição. 

SERGIO MORO (UNIÃO BRASIL)

Natural de Maringá, Moro foi juiz federal pelo Paraná e ministro da Justiça no Governo Bolsonaro Natural de Maringá, Moro foi juiz federal pelo Paraná e ministro da Justiça no Governo Bolsonaro
Natural de Maringá, Moro foi juiz federal pelo Paraná e ministro da Justiça no Governo Bolsonaro |  Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

Mesmo mantendo o suspense e sem anunciar se será candidato ao Senado, um dos principais caminhos do ex-titular da Lava Jato pode ser a disputa Câmara Alta pelo Paraná. Depois do revés sofrido pela Justiça Eleitoral de São Paulo, Sergio Moro diz que será candidato no Estado, mas ainda não definiu o cargo.

Natural de Maringá, Moro foi juiz federal pelo Paraná e ministro da Justiça no Governo Bolsonaro. O ex-juiz filiou-se ao Podemos no ano passado para concorrer à Presidência, chegou a dar entrevistas como presidenciável, mas na final da última janela partidária migrou para o União Brasil e desistiu do Planalto. Caso se concretize o cenário de disputa ao Senado, ele pode concorrer a uma vaga junto com o senador Alvaro Dias, um dos "patrocinadores" do ex-juiz na ideia de lançá-lo à presidência pelo Podemos.

ESQUERDA 

O Partido dos Trabalhadores, que terá o ex-governador e ex-senador Roberto Requião como candidato ao Palácio Iguaçu, ainda não definiu qual nome deverá representar a coligação. Questionado, o presidente estadual da legenda, deputado estadual Arilson Chiorato (PT), disse que a legenda está construindo um nome em conjunto com os demais partidos como o PSOL e o REDE, que formam a federação.

"Pode ser que o candidato ao Senado não seja do PT, mas temos nomes cotados do partido, como Angelo Vanhoni [ex-deputado estadual], Dr. Rosinha [ex-deputado federal], Mirian Gonçalves [ex-vice-prefeita de Curitiba]." Segundo ele, a prioridade do grupo é construir um palanque amplo para bater chapa com o atual governador Ratinho Junior (PSD). "Temos nomes da Rede de Ponta Grossa e estamos conversando com o deputado Gustavo Fruet para trazer o PDT conosco)". 

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