Vácuo
O decreto do governador Roberto Requião (PMDB) que obriga os secretários de Estado a atenderem aos pedidos de informação dos parlamentares em um prazo de cinco dias já está repercutindo. O vereador de Curitiba, André Passos (PT), quer aproveitar o momento para aprovar medida semelhante na Câmara Municipal. Em vez de um decreto do prefeito Cassio Taniguchi (PFL), o vereador sugere que a mesa executiva da Câmara altere o Regimento Interno da Casa, o que provavelmente não ocorrerá uma vez que o prefeito detém a maioria dos votos. Uma resposta do Executivo demora mais de 15 dias para chegar e ainda o pedido de qualquer informação solicitado por um vereador precisa ser aprovado pelo plenário. O filho do diretor de Itaipu, Edésio Passos, quer que as solicitações aos pedidos de informação não necessitem de aprovação em plenário e que o prazo para resposta seja também fixado em cinco dias.
O clone
Hermas Brandão (PSDB) está se empenhando em ser a segunda versão do todo-poderoso Aníbal Khury (PFL) na Assembléia Legislativa. Brandão costurou a chapa única que o reelegeu por mais dois anos com mão de ferro, cobrando todos os favores que fez. É a segunda vez que elege com chapa de consenso. Em 2000, sucedeu Nelson Justus (PFL) depois de selar acordo com as bancadas. Justus assumiu a Casa com a morte de Khury, em agosto de 1999.
Exclusividade
Requião pretende mudar as contas do Estado, hoje no Banco Itaú, para um banco público federal, como o Banco do Brasil ou a Caixa Econômica Federal (CEF). Quando o Itaú comprou o Banestado, em outubro de 2000, ficou acertado que o novo controlador do ex-banco do Estado ficaria com as contas por cinco anos. Requião não concorda e estuda uma forma de mudar isso na Justiça. O governo movimentaria cerca de R$ 1 bilhão por mês no Itaú. Somente a folha do funcionalismo soma cerca de R$ 251 milhões mensais.
Puro ego
A fogueira das vaidades correu solta no primeiro escalão durante este primeiro mês de governo Roberto Requião (PMDB). É secretário querendo aparecer e mandar mais do que outro.
Balanço
O secretário da Educação, Maurício Requião, encerrou o primeiro mês reunido com os novos chefes dos núcleos regionais de Educação e diretores da secretaria. Maurício fez um rápido balanço dos primeiros 30 dias de sua gestão e citou avanços como o pagamento de um terço de férias que os professores receberão na folha de janeiro, aumento para 20% na hora-atividade e ações para melhorar a qualidade do ensino no período noturno.
Extermínio
O secretário falou sobre algumas prioridades para a educação no Paraná. Uma das principais medidas é eliminar as estruturas paralelas que, segundo ele oneram os cofres do Estado, como a Paraná Educação, Paranatec e Universidade do Professor. A idéia é que as atribuições dessas paraestatais retornem ao poder público.
Visibilidade
Além de facilitar o acesso do povo que circula pela Praça Nossa Senhora de Salete, no Centro Cívico, a retirada das cercas em volta do Palácio Iguaçu vai melhorar a visibilidade de quem está dentro do Palácio Iguaçu. Assembléia Legislativa e Tribunal de Justiça deveriam seguir o exemplo do governo. Vai pegar mal junto à opinião pública manter grades.
Condição
Requião prometeu abrir licitação esta semana para arrancar as cercas, conforme prometeu durante a campanha eleitoral. Só que o prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL), responsável pela fabricação e colocação das grades, em 1999, já mandou recado ao governador. Cassio disse que retira as grades, sem a necessidade de licitação desde que Requião peça. Como o governo do Estado é o dono do terreno da praça, tem peemedebista jurando que Requião não vai pedir.
Ato político
Até porque o governo não quer perder a chance de transformar a retirada das grades, instaladas a pedido do ex-governador Jaime Lerner (PFL), em um ato político. E a participação especial de Cassio como colaborador não estava prevista.
Bom vizinho
Por outro lado, alguns aliados de Requião fazem avaliação diferente. Já que o governador resolveu trocar o perfil explosivo por uma postura mais calma, argumentam, o ideal seria deixar as desavenças de lado e conversar com o prefeito.
Frio na barriga
O presidente da Assembléia, Hermas Brandão (PSDB), sentiu um frio na barriga na sexta-feira. Candidato à reeleição por mais dois anos, o tucano viu seus esforços ameaçados quando o candidato a 5º secretário em sua chapa, pastor Edson Praczyck (PL), cogitou desistir da disputa para assumir um cargo no primeiro escalão do governo. Brandão deu um basta na confusão no mesmo dia, até porque outros partidos, especialmente o PPB, começaram a reivindicar a vaga. Brandão garantiu que Praczyck fica onde está e, se realmente assumir posto no Executivo, se licencia da 5 secretaria.
Perguntinha
Requião acaba com o pedágio antes do feriado de Carnaval?
Leandro Donatti e sucursais
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