O aumento de 15,34% das tarifas de pedágio em 17 das 27 praças do Paraná, que passou a vigorar ontem, causou indignação nos usuários da BR-369. O reajuste foi autorizado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), após sete meses de uma batalha jurídica entre o governo do Estado e as concessionárias.
Na praça de pedágio operada pela Viapar, no município de Arapongas (37 km a oeste de Londrina), a tarifa para automóveis passou de R$ 3,20 para R$ 3,70. O industrial José Carlos Bittencourt, que pilotava um triciclo, achou abusivo o preço da tarifa cobrada para motos, que subiu de R$ 1,60 para 1,90. ''No nosso caso, por exemplo, um triciclo só paga pedágio aqui no Paraná. E o direito de ir e vir? Aqui não temos opção, uma via secundária não pedagiada. O pedágio é compulsório'', reclamou.
Caminhoneiro há mais de 16 anos, o curitibano Marcos Pereira acredita que após a implantação do pedágio as rodovias melhoraram, mas ele defendeu a tarifa mais barata. O pedágio para um caminhão de cinco eixos, como o que Pereira dirigia, passou de R$ 10 para R$ 12,80. ''Para a empresa vai aumentar o custo do transporte e para nós, consumidores, também fica mais caro. Melhoraram as estradas, mas o pedágio deveria ser mais barato. Se cobrassem até R$ 10 estava bem pago'', disse. Conforme Pereira, de Curitiba a Londrina, ele pagou nas seis praças de pedágio R$ 107.
O bancário de Apucarana Antonio Rodrigues Pereira discordou da possibilidade de as concessionárias ficarem desobrigadas a construir obras previstas nos contratos, como forma de reposição do prejuízo. ''Tem que ver o que os contratos firmam. Até sou a favor da cobrança do pedágio se for revertido em melhorias. Também não concordo com a cobrança na ida e na vinda. Deveriam cobrar uma vez só. Quanto ao preço, deveriam ser vistos os critérios para estabelecer.''

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