As usinas nucleares dos EUA podem resistir a um atentado terrorista similar ao de 11 de setembro contra Washington e Nova York. É o que revela estudo divulgado ontem pelo Instituto de Energia Nuclear, um grupo industrial privado.
O relatório assinala que a explosão de um avião carregado com combustível como o lançado contra o Pentágono, não poderia penetrar até o reator nuclear e propagar a mortal radiatividade. O estudo foi preparado para tranquilizar a população ante o temor que grupos terroristas pudessem direcionar seus atentados contra algum dos 103 reatores nucleares do país.
‘‘Achamos que é altamente improvável que um avião possa penetrar em um reator’’, indicou Stephen Floyd, um dos diretores do Instituto, ao mostrar os resultados do estudo durante um seminário que se celebra em Washington sobre a ameaça do terrorismo e as usinas nucleares americanas.
O estudo analisou as variantes da queda de um Boeing 767 de diferentes ângulos e a uma velocidade de 480 quilômetros por hora sobre uma usina nuclear. O estudo assinalou que a uma velocidade superior aos 500 quilômetros por hora e a baixa altura, o piloto não poderia direcionar de maneira precisa o avião para o setor mais frágil da cúpula de concreto do reator.
Os terroristas também não poderiam lançar o avião de bico sobre o reator porque um ângulo tão agudo de queda causaria a destruição do aparelho antes do impacto, disse o relatório.
O relatório, financiado por empresas de serviços públicos, será revisado por especialistas da indústria antes de ser divulgado ao público em meados deste ano.

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