Curitiba - A administração Jaime Lerner tem outros exemplos de obras físicas de porte e alto custo, além do museu, classificado como o terceiro mais dispendioso. Segundo informações do Palácio Iguaçu, o NovoMuseu perde em custo para construções do setor de Transportes. A mais cara foi a Usina Hidrelétrica de Salto Caxias, concluída em 1997 (primeiro mandato), que consumiu R$ 1 bilhão em recursos. Em segundo lugar, está o complexo de pontes de Porto Camargo, inaugurado este ano, onde foram injetados R$ 155 milhões.
Para a construção do NovoMuseu, foram necessários R$ 49 milhões. A Ponte de Guaíra, iniciada no governo do peemedebista Roberto Requião (1991-1994), consumiu R$ 32 milhões, de acordo com a assessoria de Lerner. A atual administração cita ainda o aeroporto de Maringá (R$ 25 milhões).
Entre as principais obras da gestão Requião, sucessor e antecessor de Lerner, estão a Ferroeste, a BR-376, a Ponte de Guaíra e parte da Usina Hidrelétrica de Segredo (hoje chamada Usina Ney Braga, por ter sido iniciada na gestão do ex-governador), no Rio Iguaçu. A ''paternidade'' da usina, aliás, foi motivo de disputa nesta campanha eleitoral. Tanto Alvaro quanto Requião reivindicavam a realização da obra, inaugurada por Requião em setembro de 1992. (M.D.)

mockup