No Paraná, das 4.363 urnas utilizadas no segundo turno, 21 apresentaram problemas e tiveram que ser substituídas. Em Curitiba, nove dos 2.823 equipamentos utilizados ontem, foram substituídos. Na Escola Estadual Doraci Cezarina (176ª zona eleitoral) pouco depois das 16 horas uma das urnas queimou e a votação passou a ser manual. Mais de 300 eleitores já tinham votado e pouco mais de 100 votaram em cédulas. A apuração desta urna também foi manual e durou menos de dez minutos.
Em Londrina falharam cinco, de um total de 931 urnas eletrônicas. E, em Maringá, dos 609 equipamentos, sete foram substituídos. Nas duas cidades não houve a necessidade de fazer votação manual. Todas as urnas utilizadas ontem eram modelo 2000, o que garantiu mais segurança e agilidade na votação. No primeiro turno, 190 urnas tiveram que ser substituídas em todo o Estado, e em sete seções a votação teve que ser manual.
O presidente do Tribunal Regional Eleitoral, Tadeu Costa, disse ontem no início da noite em Curitiba que a realização do segundo turno na Capital, em Londrina e em Maringá foi ‘‘muito tranquila’’. O desembargador rebateu as acusações das coligações de Ângelo Vanhoni (PT) e Cassio Taniguchi (PFL) de que a boca-de-urna havia sido liberada ontem. ‘‘Eles reclamaram mas também fizeram. A boca-de-urna foi coibida com rigor’’, garantiu o presidente do tribunal.
Tadeu Costa considerou ‘‘normal’’ o número de detenções em todo Estado, total de 123. ‘‘Não tivemos nenhum problema maior do que aqueles que normalmente acontecem em eleições disputadas. Mesmo aqui em Curitiba foi tranquilo’’, avaliou, depois de encerrado o processo de votação. Em Curitiba a apuração acabou mais cedo que em Londrina e Maringá, como já era esperado, porque na Capital a totalização dos votos é totalmente on-line, ou seja, em todos os locais de votação os dados das urnas eletrônicas são enviados para a central de apuração do TRE via computador.