Urna rejeita volta de antigo anão do Orçamento
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quinta-feira, 08 de outubro de 1998
Biaggio Talento Agência Estado 
Os eleitores baianos frustraram a tentativa do Anão do Orçamento Genebaldo Correia (PMDB) retornar à vida parlamentar. Ele não conseguiu se eleger deputado estadual, mesmo com o partido se coligando com as legendas controladas pelo presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA). Teve pouco mais de 11 mil votos, insuficientes para obter uma vaga na Assembléia Legislativa da Bahia.
Outro que fracassou nas urnas foi o candidato do MST Valmir Assunção (PT), membro da direção estadual da organização. Ele disputou uma vaga de deputado estadual pelo PT e não chegou aos 13 mil votos.
Outro perdedor da eleição baiana foi o ex-governador João Durval Carneiro (PDT), que tentava voltar ao cargo. Além de ter ficado em terceiro lugar, Carneiro não conseguiu reeleger o filho Sérgio Carneiro (PDT) para a Câmara dos Deputados.
Quem também não vai retornar para o Congresso é o deputado Prisco Viana (PPB), ex-ministro da Habitação e Desenvolvimento Urbano no governo do presidente José Sarney (PMDB), reeleito senador pelo Amapá. Eleito em pleitos anteriores, com expressiva votação, Viana não obteve nem 20 mil votos este ano. O campeão de votos na eleição para a Câmara foi Paulo Magalhães (PFL), sobrinho de ACM. Magalhães herdou o eleitorado de Luís Eduardo (filho de ACM que morreu em abril) e somou perto de 200 mil votos. Entre os oposicionistas, o novato Nélson Pelegrino (PT) foi o mais votado, obtendo mais de 106 mil votos. Ele superou até o ex-governador Waldir Pires (PT), que foi o segundo mais votado das oposições, com cerca de 90 mil votos.


