Brasília - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apresenta hoje as urnas eletrônicas biométricas que serão adotadas em caráter experimental em três municípios já nas próximas eleições. As urnas identificarão os eleitores através da impressão digital e de fotografia, dispensando até a apresentação do título eleitoral e dificultando a ocorrência de fraudes. Se o modelo for bem sucedido, a previsão é de que seja adotado em todo o Brasil em dez anos, ao custo aproximado de R$ 200 milhões.
Na segunda-feira, o TSE iniciará o cadastramento dos dados dos eleitores das três cidades que testarão as novas urnas: Colorado d'Oeste (RO), Fátima do Sul (MS) e São João Batista (SC). Até o dia 1º de abril, os eleitores desses municípios cadastrarão suas impressões digitais e suas fotos para serem utilizados no dia da votação.
As três cidades escolhidas para serem as primeiras do País a adotarem o novo sistema de votação possuem perfil eleitoral parecido, tendo colégio eleitoral variando entre 15 mil e 18 mil eleitores. Ao todo, o TSE vai fornecer 60 kits (20 para cada cidade). O custo estimado do cadastramento dos eleitores das três cidades é de R$ 1 milhão por município.
A Polícia Federal também vai ajudar o TSE no processo, cedendo 60 técnicos para o trabalho de apoio, uma vez que eles já possuem experiência com o trabalho de cadastramento de digitais para os novos passaportes nacionais.
Na avaliação técnica do TSE, as urnas biométricas aumentarão a dificuldade de uma pessoa votar ilegalmente no lugar de outra. Como a foto e as digitais estarão cadastradas, esses dados serão confrontados automaticamente assim que a pessoa for votar. Se as digitais não conferirem, o voto não será autorizado. (A.E.)

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