Curitiba - A Urbanização de Curitiba S/A (Urbs) contestou ontem a informação de que o Fundo de Urbanização de Curitiba, ligado à autarquia, teria realizado compras sem licitação no valor de aproximadamente R$ 598 milhões em 2005, conforme foi divulgado pelo Tribunal de Contas (TC) do Estado. A informação veio a tona nesta quarta-feira, após a sessão da Segunda Câmara do TC ter determinado uma inspeção nos dois órgãos.
De acordo com o TC, a análise da prestação de contas da Fundação relativa a 2005 revelou que as despesas realizadas sem licitação diriam respeito ao pagamento de combustível, locação de mão-de-obra, obras e instalações e compra de material de consumo. Segundo o relator do caso no TC, auditor Sérgio Ricardo Valadares Fonseca, haveria ainda falta de documentos essenciais a análise tanto na prestação de contas do Fundo quanto na prestação de contas da própria Urbs, relativa a 2006, relatada na mesma sessão.
Segundo o atual presidente ®MDBO¯®MDNM¯da Urbs, Marcos Isfer,®MDUL¯ ®MDNM¯o valor de R$ 598 milhões citados como total de compras realizadas sem licitação estaria equivocado. Estes recursos diriam respeito ao valor total do gerenciamento do transporte coletivo em 2005, realizado pela Urbs.
Isfer explica que o sistema de transporte coletivo em Curitiba é operado sem licitação desde sua criação. De acordo com o presidente, um processo licitatório para o setor está em andamento e deverá ser concluído até o final do ano. Para ele seria incompreensível como este valor foi relacionado à compras do órgão, uma vez que a remuneração do transporte coletivo é feita por quilômetro quadrado e os valores são pagos diretamente as empresas que se responsabilizariam pela compra do combustível. ''Na verdade é um grande equívoco tudo isso'', disse.
Ele admite, no entanto, que a compra de combustível para os carros que fazem parte da frota da Urbs foi feita, em 2005 sem licitação. Segundo Isfer, que a partir de 2006 a situação foi corrigida com base em uma recomendação do próprio TC e o órgão passou a realizar licitação para a compra de combustível.
Quanto aos outros serviços que não teriam sido licitados e pendências em relação ao patrimônio e questões trabalhistas, Isfer diz desconhecer a situação uma vez que assumiu a presidência do órgão apenas este ano e que estaria realizando um levantamento da documentação. ''Nós estamos levantando toda a documentação e vamos entregá-la, na próxima semana, ao Tribunal. Estamos de portas abertas para qualquer informação necessária'', afirmou.

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