A arquiteta e urbanista Ignes Dequech Alvares, diretora de Planejamento Urbano do Instituto de Pesquisas e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), assumiu interinamente a presidência do órgão ontem. Ela fica no lugar do secretário de Obras, Sandro Nóbrega, que acumulava as duas funções. O ato administrativo ainda aguarda publicação no Diário Oficial do Município.
A nomeação de Ignes era aguardada desde agosto, quando a administração municipal promoveu uma semana técnica de discussões sobre as leis de Uso e Ocupação do Solo e de Sistema Viário, que complementam o Plano diretor.
Nóbrega acumulava a presidência do instituto e a secretaria desde agosto, quando o engenheiro Robinson Borba deixou o Ippul. Ignes afirmou que fica no posto até que o prefeito decida quem assumirá o cargo em definitivo.
Ignes afirma que sua principal atribuição será fazer uma reestruturação administrativa que possibilite a atualização do órgão e o torne mais focado no desenvolvimento urbano. Como o processo ainda depende de projeto a ser enviado para a Câmara Municipal para aprovação, ela crê que deve permanecer no cargo no primeiro semestre de 2014.
As alterações objetivam a agilização no trâmite de processos, a regulamentação do Estudo de Impacto de Vizinhanças (EIV), documento obrigatório para a liberação de alvarás para construção de empreendimentos comerciais e industriais de grande porte, e criar uma situação dentro do órgão que o permita participar mais do desenvolvimento urbano de Londrina.

Plano Diretor
Após a realização da semana técnica para discussão do Plano Diretor, Ignes participou da análise das cerca de 250 sugestões de alterações feitas pela população. As redações das leis de Uso e Ocupação do Solo e de Sistema Viário chegaram a ser protocolados pelo Executivo na Câmara em setembro, mas foram retirados da pauta enquanto as emendas passavam pela avaliação.
Os textos substitutivos foram protocolado por Kireeff na Câmara de Vereadores na última sexta-feira. A previsão é de apreciação no primeiro semestre de 2014.
De acordo com Ignes, as novas redações são baseadas em correções do texto original e ajustes por incompatibilidades de lei – como conflitos, por exemplo, com o Código de Posturas do Município – e algumas das sugestões feitas na semana técnica. Segundo ela, todas as propostas foram encaminhadas ao Legislativo acompanhadas de parecer positivo, parcialmente positivo ou negativo. "A Câmara vai decidir qual será acatada", explica.

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