O presidente do Sindserv, Marcelo Urbaneja, lamentou a decisão dos quatro diretores em romper com o restante da diretoria. ''É natural (cisão) e entendemos com bastante tranquilidade uma vez que somos um grupo grande. Esse grupo que foi formado na época da eleição, acontece agora essa cisão desses diretores que entendemos que estão muito mais favoráveis à administração (prefeitura) do que aos servidores'', disse.
Urbaneja rebateu as supostas irregularidades levantadas pelo grupo. ''O empréstimo foi aprovado pela diretoria administrativa. Quando a administração, durante a greve, não repassou dinheiro para o sindicato, os fornecedores precisavam receber. Não tínhamos como saldar essa dívida e recorremos às pessoas que ajudaram o sindicato neste momento'', argumentou. ''Sobre a Soraya (Garcia) disponibilizamos acesso a Internet para que ela realizasse a nosso pedido, uma varredura em todos os contratos, licitações da prefeitura, que teriam indícios de irregularidades. Ela não foi remunerada por isso'', justificou.
Segundo o presidente do Sindserv, o combustível pago para o irmão do prefeito Nedson Micheleti (PT), Nilton Micheleti, foi por serviços prestados. ''Ele prestou um serviço de assessoria de informática e recebeu uma remuneração em torno de R$ 600. Foi pago uma parte em dinheiro e uma parte em combustível'', alegou. Nilton confirmou a versão. ''Fiz serviços de informática para o sindicato. Precisava me deslocar e adiantaram combustível'', disse. Já os 20 litros de álcool que aparecem em nome do presidente do PV, Ricardo Maruchi, teriam sido um auxílio. ''Está previsto no nosso estatuto que o sindicato pode auxiliar outras instituições no sentido de promover uma luta contra a tirania, a corrupção e contra todos os desmandos que estão acontecendo na cidade'', afirmou.
Conforme Maruchi, o combustível teria sido colocado em um veículo de um dos membros da ONG Meio Ambiente Equilibrado (MAE) da qual faz parte para o reflorestamento de um terreno do sindicato. ''Usamos esse dinheiro para colocar álcool na caminhonete que pegou árvores no IAP, na UEL, em viveiros para fazer um coquetel de reflorestamento da área de preservação de um terreno que o Sindserv ganhou em Alvorada do Sul'', disse. ''Sou neto de latifundiário, tenho carro importado do ano, apartamento, sou advogado e para quê vou precisar desses R$ 31?'', questionou.
Urbaneja ainda negou que tivesse ameaçado o diretor do Conselho Fiscal, Adalberto Koscosqui. Ele também afirmou que caso o grupo queira uma assembléia, terá que obter a adesão da maioria dos sindicalizados. (C.O.)

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