Patrícia Zanin
De Londrina
Representantes das cinco universidades estaduais e dos portos de Paranaguá e Antonina aguardam para a próxima semana o início do treinamento dos funcionários que vão coordenar o recadastramento de seus 22 mil servidores. O recadastramento será feito no próximo mês.
Para o coordenador de Recursos Humanos da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Antônio Benedito Guirro, a iniciativa é positiva. ‘‘Desmistifica que existe gente que não trabalha, mas recebe no serviço público’’, avaliou. Para ele, o recadastramento servirá ainda para atualizar dados sobre o quadro de pessoal das universidades, além de prestar contas à sociedade. Guirro observou, porém, que a UEL mantém controle de seus 5.500 servidores (3.900 técnicos e 1.600 professores).
Nos portos, a coordenação aguarda informações mais detalhadas do recadastramento dos 760 funcionários – a maioria deles de Paranaguá. As 11 faculdades isoladas não entram no recadastramento. Os servidores já foram ouvidos.
O diretor da Faculdade Estadual de Ciências Econômicas de Apucarana, Benedito Cândido da Silva, disse, porém, que está preocupado com os reflexos do recadastramento no que diz respeito a corte de pessoal. Segundo ele, a Secretaria da Administração quer acabar com os cargos comissionados das faculdades. ‘‘São 70 pessoas, no máximo, a um custo mensal de uns R$ 35 mil. Sem elas, as faculdades ficam sem condições de trabalho. É uma atitude equivocada, tanto do ponto de vista político como estratégico’’, reclamou.

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