Tal como vai ocorrer com a merenda, as licitações para a compra de uniformes escolares e de kits de materiais para os alunos também não serão concluídas até o início das aulas nas escolas públicas do município, no próximo dia 2. A sessão de lances do pregão para a aquisição de camisetas, bermudas, calças, jaquetas, meias, tênis e mochilas - no valor de R$ 12 milhões - somente será realizada em 6 de fevereiro e a da compra dos materiais escolares - com teto de R$ 8,2 milhões - será em 7 de fevereiro. No caso dos uniformes, o prazo para a empresa vencedora entregar os produtos é até 30 dias após a assinatura do empenho.
Serão comprados 40 mil conjuntos de uniformes, mas a Secretaria de Educação não sabe ao certo quantos alunos existem na rede municipal. No site da prefeitura, o número é de 30,3 mil, mas a secretária Karin Sabec estima entre 35 mil e 37 mil. Já o secretário de Gestão Pública, Fábio Reali, acredita que sejam entre ''35 mil e 36 mil''. ''A licitação tem quantitativo maior para garantirmos uma reserva técnica, quando os uniformes se rasgam pelo uso, ou vem um aluno transferido de outra escola ou situações como essas.''
Reali afirmou, no entanto, que haverá uma ata de registro de preços e, neste caso, o município não está obrigado a adquirir toda a quantidade licitada. ''Pediremos somente o que formos usar. Não há risco de sobrarem uniformes.'' Ele também disse que serão compradas novas mochilas para todos os alunos. No ano passado, cada aluno recebeu uma bolsa. ''Vamos substituir todas as mochilas. É preciso trocar todo ano porque a mochila ''não aguenta o tranco'' da criançada desta idade.''
O secretário disse ainda que os uniformes hoje em estoque -adquiridos no ano passado, mas não distribuídos aos alunos - serão utilizados este ano. Segundo relatório da Controladoria Geral do Município (CGM), 69.979 peças (das 442 mil adquiridas) estavam em estoque e havia relatos de alunos que não receberam o uniforme. ''Neste ano, haverá fiscalização rigorosa no recebimento dos uniformes e na entrega nas escolas'', garantiu Reali.
Nos preços dos uniformes, está integrado o custo da entrega em cada escola. No ano passado, embora tal custo estivesse embutido no custo do produto, segundo a CGM, a entrega foi feita em um único local. Naquela ocasião, a Prefeitura de Londrina não fez licitação, mas ''pegou carona'' em uma ata de registro de preços da Prefeitura de São Bernardo do Campo (SP). A ''carona'' é considerada ilegal pelo Tribunal de Contas (TC).
Quanto aos preços dos uniformes, significativamente mais elevados do que no ano passado, o secretário Fábio Reali afirmou que ''o setor técnico da Secretaria de Educação fez as cotações e são preços de mercado''. O tênis, por exemplo, tem preço de R$ 50. No ano passado, o município pagou R$ 30. ''É preciso ver o tipo do produto e se no ano passado estava incluído o preço da distribuição.'' Reali também disse que espera queda no preço máximo durante o pregão. (L.C.)

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