Empurrando um carrinho com um bebê de seis meses e depois de enfrentar alguns quilômetros embaixo do sol, juntamente com outros dois filhos pequenos, Deusa Ferreira da Silva, 35 anos, moradora no Jardim João Turquino (Zona Oeste), voltou, ontem pela manhã, para casa sem conseguir vacinar a criança na Unidade Básica da Saúde (UBS) do Conjunto Avelino Antônio Vieira, na mesma região.
Pequenas confusões foram registradas nas UBSs em que os funcionários queriam trabalhar e o comando de greve tentou impedir, orientando usuários como Deusa a voltarem para casa. A revolta da desempregada se justifica porque, além da distância que percorreu, e de já estar esperando mais de meia hora por atendimento dentro da UBS do Avelino Vieira, não contou com o bom senso dos grevistas.
''Primeiro, eles chamaram a gente lá para ser atendida. Depois chegou o pessoal e mandou a gente sair. Pelo menos a vacina na criança deveria ser dada'', reclamou a desempregada. Além da UBS do Avelino, os grevistas ainda fecharam as unidades da Vila Nova (centro) e do Jardim Alvorada (zona oeste).
Maternidade Municipal, Pronto Atendimento Infantil (PAI), Pronto Atendimento Municipal (PAM) e as UBSs do Jardim Leonor (Zona Oeste), que atende 24 horas, e do Conjunto Maria Cecília (Zona Norte) e do União da Vitória (Zona Sul), que funcionam 16 horas, mantinham equipes reduzidas, o que deve se repetir hoje.
O movimento normal de segunda-feira no PAI e no PAM é de 300 atendimentos em cada um. Ontem, as pessoas que buscavam atendimento passavam por uma triagem realizada por grevistas, que definiam as prioridades. Em dias normais, até às 10 horas dois médicos atendem à população no PAI. A partir deste horário, três médicos fazem o atendimento. Com o protesto, a escala reduzida e obedecendo a solicitação do Ministério Público (MP), três auxiliares de enfermagem, uma enfermeira e um médico prestavam atendimento.

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