Brasília - Único foragido da Operação Monte Carlo, o contador Giovani Pereira se entregou na manhã de ontem à Polícia Federal de Anápolis. Segundo a PF, ele estava acompanhado de seu advogado. Giovani escapou da PF no dia em que a operação foi deflagrada, em 27 de fevereiro de 2012.
Como a Folha de S.Paulo revelou, foi ele quem sacou no ano eleitoral de 2010 R$ 8,5 milhões que saíram dos cofres da construtora Delta, empresa que detém contratos milionários com o poder público. O contador é apontado pela Polícia Federal como tesoureiro do esquema de Cachoeira.
Perícias em sigilo bancário feitas pela PF, mostram que Geovani sacou os recursos de uma conta bancária em nome de uma empresa em Brasília chamada Alberto e Pantoja Construções e Transportes Ltda. Ela não existe no endereço declarado. Essa empresa, segundo a investigação, foi criada em fevereiro de 2010 somente para receber dinheiro da Delta.
No dia 11 de maio de 2010, a Pantoja abriu uma conta bancária na agência do banco HSBC em Anápolis (GO), terra natal do empresário. Onze dias depois, a Delta começou a transferir dinheiro para esta conta, conforme mostram os extratos.

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