Curitiba - Pelo quarto ano consecutivo, o Ministério dos Transportes destinou verbas para o início da construção do contorno ferroviário em Curitiba na lei orçamentária enviada para o Congresso Nacional. A informação é do presidente da Comissão de Orçamento na Câmara dos Deputados, Paulo Bernardo (PT). O início efetivo da obra, porém, ainda depende de acertos entre a prefeitura de Curitiba e o governo do Estado.
Orçado em R$ 86 milhões, o contorno ferroviário passaria por quatro outros municípios além da capital: Campo Largo, Campo Magro e Almirante Tamandaré e Araucária. Porém, há dois anos o início da obra está parado porque o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) se recusa a conceder a licença ambiental necessária para que os trilhos passem por Curitiba. O IAP, que é vinculado ao governo estadual, alega que a prefeitura não havia enviado estudos necessários para a liberação da obra. A prefeitura nega a acusação.
Na tentativa de evitar que o contorno feroviário se tornasse apenas mais um episódio na disputa política entre o governador Roberto Requião (PMDB) e o prefeito Cassio Taniguchi (PFL), o Ministério dos Transportes decidiu interferir na questão. Um novo acordo foi feito no início de agosto, prevendo que o governo estadual assuma a execução dos trabalhos. O convênio inicial entre o município o Estado e a União previa que a prefeitura tocaria a obra.
Paulo Bernardo não soube precisar quanto dinheiro será destinado ao contorno. ''A lei orçamentária acabou de chegar no Congresso, e ainda não tivemos tempo de analisá-la. Sei que além desse projeto ainda há propostas de recuperação de rodovias federais situadas no Paraná. Mas não tenho detalhes'', explicou.
O petista acredita que o Orçamento para investimentos em 2005 chegue a R$ 18 bilhões, quase um terço maior do que o Orçamento atualmente em vigor (R$ 12,5 bilhões). ''Nesse montante está prevista também as emendas dos parlamentares'', explicou.
A Folha tentou contato ontem com o presidente da bancada paranaense na Câmara dos Deputados, José Borba (PMDB), para averiguar se a bancada já havia estabalecido prioridades na redação das emendas. Segundo a assessoria do deputado, os parlamentares irão primeiro analisar a lei orçamentária para depois realizar as reuniões.

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