União aperta controle de recursos
Agência Estado
Do Rio de Janeiro
O governo federal fará um controle mais rigoroso da aplicação dos recursos repassados a Estados e municípios. No fim do ano, o IBGE divulga o primeiro levantamento de gastos, que será chamado Regionalização das Transferências do Setor Público, Empresas e Administração Pública. Com isso, o governo procura ampliar o conhecimento sobre esses gastos para gerenciar melhor os recursos.
Segundo o IBGE, a arrecadação tributária total do País, entre impostos e contribuições, foi de quase R$ 260 bilhões no ano passado. Dos R$ 118 bilhões arrecadados em impostos federais, R$ 40 bilhões foram repassados principalmente aos municípios. Para orientar as negociações de refinanciamento das dívidas municipais e estaduais, a partir do ano que vem, o governo resolveu acompanhar de perto a destinação destes recursos, afirmou a gerente de projetos do IBGE, Andréia Bastos.
A primeira pesquisa foi feita em 178 municípios de regiões metropolitanas do País. A idéia é acrescentar mais 52 pequenos municípios do interior para dar maior representatividade ao estudo no Brasil, há 5,5 mil municípios. Alguns municípios aplicam mal seus recursos não necessariamente por má-fé, mas por falta de conhecimento contábil mesmo, disse Andréia. Muitas vezes vemos balanços em que não bate ativo com passivo.
O governo tem o seguinte pensamento: Vamos ter de refinanciar a dívida e dar condições aos municípios, mas vamos exigir determinadas contrapartidas, diz Andréia. À medida que se tenha um acompanhamento dos gastos, pode-se verificar se os percentuais estão aplicados corretamente e reduzir repasses ou não renegociar as dívidas. O retorno disso virá em um ano, um conhecimento mais preciso, em dois, mas pelo menos há um movimento nesta direção, afirmou Andréia. O governo federal não vai deixar de repassar, mas vai cobrar, porque o dinheiro não pode ir de qualquer maneira pelo ralo. O dinheiro pode estar sendo mal aplicado.
A preocupação do governo é retornar para as famílias, com melhorias em saúde e educação, o que tira delas com aumentos de tributos, atualmente de cerca de 30% do PIB.





