Ingovernável, a questão
De que adianta no Brasil o Congresso fechar questão no limite de gastos e na prática haver todos os dias um deboche em cima da regra? Tenta-se cercar tudo isso de uma atmosfera de racionalidade com o que se percebe o predomínio dos sofismas como se deu agora com a sanção por Michel Temer do aumento de magistrados e barnabés federais, gerando um rombo de R$ 8 bilhões.
O furo fiscal de centenas de bilhões é visto como incidente de menor valia, algo que se tira de letra como o espremer de um cravo na ponta do nariz. E embora o País visivelmente à deriva, há tantos postulantes à Presidência dispostos a salvá-lo e que a partir de agora intensificarão suas plataformas miraculosas. Não se enxerga o caos nas contas públicas e todos se acham no direito de projetar seus delírios. País que o candidato mais forte nas pesquisas está preso por corrupção e lavagem de dinheiro, a reportagem já é realismo fantástico e Macondo é fichinha perto da terra de Macunaíma. No meio de um quadro desses não deixa de ser uma sedução e ao mesmo tempo um desafio tocar o barco num pais que aparenta ingovernável.

Temporada
A melhora nas condições de tráfego na BR-277, com a implantação da área de escape, deve se dar antes da temporada de praias, já que a melhoria estará concluída até o fim de novembro deste ano, segundo a concessionária Ecovia.

Alertas
Antes foi o "Baleia Azul", agora é outro desafio via internet chamado "Boneca Momo" que deu margem a um alerta em escolas no Brasil inteiro, embora haja a hipótese de ser a causa de um menor enforcado em Recife de nove anos, alvo de investigação policial. Agora espalha-se pela rede escolar um outro alerta também gravíssimo em casos de automutilação de jovens. Em Curitiba, uma Ong nacional, que opera no bairro de Vila Isabel, vem tratando do tema que preocupa educadores e psicólogos.

A dupla
Se não emplacar a candidatura do presidiário e operar como regra três o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, deu para perceber nesta quinta-feira (30) em seu passeio no calçadão na capital junto com Manuela D'ávila, provável vice, que a dupla tem empatia. Deu para perceber que a militância está, como sempre, engajada, quer no entorno do cárcere quer num passeio eleitoral.

15% o prejuízo
Até agora, segundo o setor especializado da Secretaria de Agricultura, o impacto da estiagem e das geadas registra perdas da ordem de 15% na produção de grãos no Paraná.

Publicano
Nesta quinta (30) houve movimentação do Gaeco em Londrina, Ponta Grossa e outras comarcas em cima de irregularidades em licitações em que prenderam um auditor fiscal e executaram vários mandados de busca e apreensão. Isso se dá paralelamente a outras investigações como as da Publicano 2 em que foram ouvidas 15 testemunhas em Londrina arroladas pela defesa dos 125 réus na continuidade do processo que ouviu semana passada 40 testemunhas de acusação. Esse procedimento é o maior de todos os relacionados aos crimes atribuídos à hierarquia fiscal. Serão ouvidas 500 testemunhas até meados de setembro. Durante algum tempo esse processo chegou a ficar no STJ por entenderem que havia políticos envolvidos com foro privilegiado, mas retornou à origem.

Cenário múltiplo
Um dos maiores focos da criminalidade na capital é em áreas de transporte coletivo como os ônibus e estações tubo. Recentemente, tivemos arrastões em algumas linhas e em dois dias seguidos houve casos de violência sexual, um na linha Campo Comprido e outro numa estação tubo. Fora essas duas modalidades temos ainda a ação dos batedores de carteiras e ladrões de cheques e de cartões de créditos.

Vacina
A preocupação com a baixa adesão a vacinas acabou resgatando a figura do Zé Gotinha, criado em 1986 e que passou por sete presidentes do Brasil. Criação do artista plástico de Brasília Darlan Rosa, ele lembra que no início houve resistência à ideia.

Soja
A tabela do frete (que envolveu até o Supremo Tribunal Federal) e o dólar acima de R$ 4 brecam negócios com soja e tanto que até agora apenas um quinto dos contratos do grão foi negociado.

Folclore
Regimes fortes tentam resolver seus problemas com apelos patrióticos como se deu aqui com o "ame-o ou deixe-o" menos contundente do que o de Maduro na Venezuela, que não consegue deter a saída de milhões de pessoas para fora do pais e apela para que tenham dignidade e deixem de limpar privadas no exterior. A propósito, há relatos no Brasil de contratação de famílias venezuelanas por menos de um salário mínimo na base de R$ 300.

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