Um ano depois, morte de Amorim ainda está impune
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quarta-feira, 18 de dezembro de 2002
Gilmar Agassi<br> Equipe da Folha 
Cascavel - O assassinato do deputado estadual Tiago de Amorim Novaes (PTB) completa um ano hoje sem que a polícia ou a Promotoria de Investigação Criminal (PIC), que comanda as diligências, apresente os responsáveis pelo crime. A família da vítima continua aguardando uma solução para o caso. A esperança para eles, agora, é que o governador eleito Roberto Requião (PMDB) cumpra sua promessa de elucidar o crime.
Tiago de Amorim Novaes morreu por volta das 21 horas do dia 18 de dezembro de 2001, quando deixava o edifício onde morava no centro de Cascavel. Ele foi alvejado por sete tiros de pistola quando se preparava para entrar no veículo Vectra, pertencente à Assembléia Legislativa do Paraná. No dia seguinte, o delegado Alexandre Macorin foi nomeado para comandar as investigações. Ele chegou a concluir o inquérito, incriminando, entre outros, o policial civil João Adão Sampaio Schisler, que está preso em Curitiba por outro crime. O inquérito foi considerado falho pelo promotor Marcelo Balzer, que assumiu a PIC.
As investigações levaram o promotor a concluir que dois grupos tramaram a execução do deputado: um deles seria ligado a Amorim e o motivo seria dinheiro e o outro teria interesse em sua morte por vingança, mas, segundo Balzer, um não sabia da existência do outro. No caso de vingança, prevaleceria a investigação inicial, que apontou Schisler como autor.
''Não admitimos que tentem manchar a imagem do Tiago, quando ele já não pode se defender. Ainda mais sem a apresentação de provas'', disse sua irmã Alice, sobre a especulação de que o deputado morreu porque tentou extorquir policiais civis.


