O debate promovido pela TV Tarobá (afiliada Band) na noite de terça-feira foi a última oportunidade para os eleitores londrinenses verem os candidatos a prefeito de Londrina frente a frente. Sete dos nove postulantes ao cargo participaram do programa, comandado pelo editor-chefe da emissora Fernando Brevilhéri. As ausências foram Antonio Belinati (PP) e Amadeu Felipe (PCB). O formato privilegiou as perguntas entre os concorrentes, com direito a réplica e tréplica.
  Este foi o segundo debate organizado pela Tarobá - o primeiro foi no dia 7 de agosto. Na terça-feira, a organização dividiu o programa em quatro blocos. Nos três primeiros, os candidatos fizeram perguntas aos concorrentes, com ordem de participação definida por sorteio e direito a réplica e tréplica. O último bloco foi destinado às considerações finais dos candidatos, em que eles aproveitaram para pedir voto aos eleitores.
  E o que o eleitor viu foi um debate morno, com apenas cinco direitos de resposta pedidos - e apenas um concedido. A discussão de idéias, de acordo com os próprios candidatos, prevaleceu sobre a troca de acusações.
  Para André Vargas (PT), o debate foi de ‘‘alto nível’’ e serviu para esclarecer a população sobre os candidatos ‘‘que têm propostas e os que fazem promessas que não vão se realizar’’. ‘‘A eleição ainda tem um número muito grande de indecisos e vai ser disputada até o final. No segundo turno, chegarão aqueles que mantiverem a mobilização’’, destacou.
  Marcelo Urbaneja (PTdoB) destacou que a iniciativa coloca todos os candidatos em situação de igualdade, uma vez que os altos investimentos, na opinião dele, desqualificam a campanha. ‘‘Tivemos a oportunidade de mostrar as nossas propostas e vamos continuar conversando com as pessoas e esperando uma resposta positiva no dia da eleição.’’
  Um debate propositivo e com alguns ataques. Esta é a avaliação de Barbosa Neto (PDT). Ele afirmou estar focado ‘‘na eleição e em fazer o melhor para a cidade’’. ‘‘Temos os melhores projetos para a cidade, o melhor programa de televisão. Não sou eu quem analisa assim, mas as pesquisas internas. Esperamos ter uma continuidade ao ir para o segundo turno’’, disse.
  Luiz Carlos Hauly (PSDB) acredita que ‘‘o recado foi dado’’ à população de Londrina. ‘‘Ainda vamos pedir o apoio, pedir o voto para um futuro que a gente almeja, com a recuperação econô-mica’’, afirmou. Ele acrescentou que a campanha dele foi ‘‘propositiva’’ e que suas propostas foram claras sobre como serão feitos os investimentos.
  Candidato pelo PMDB, Luiz Eduardo Cheida comentou que é esperado que ‘‘a temperatura ferva na hora derradeira da campanha do primeiro turno’’ e que é ‘‘o eleitor quem tem disciplinado o comportamento’’ dos concorrentes. ‘‘Contrariamente às campanhas anteriores, esta tem sido uma campanha séria e sóbria e é isso que faz com que Londrina ganhe no processo eleitoral’’, disse.
  ‘‘Esclarecedor.’’ Este foi o adjetivo usado por Marcos Colli para definir o confronto de idéias da noite de terça-feira. Ele argumentou que faz parte de um ‘‘pequeno grupo’’ de candidatos que tem propostas ‘‘realizáveis e sérias’’. ‘‘Tenho absoluta confiança. Sei que o londrinense está avaliando e no dia 5 os indecisos farão a opção por um candidato com propostas exeqüíveis’’. acrescentou.
  Vilson Machado (PSol) disse que o debate foi ‘‘muito bom, mas menos do que se espe-rava’’. Ele comentou que acredita que a cidade deve confirmar uma ‘‘nova alternativa’’ no domingo. ‘‘Não prometemos nada, a não ser aquilo que é possível, que é governar com a cidade, com as pessoas.’’
  Brevilhéri também fez uma avaliação positiva do debate. ‘‘O eleitor agora não vai ver mais os candidatos se confrontando. Então, a decisão dele vai partir daqui. Missão cumprida no primeiro turno e nós já temos uma planilha elaborada de cobertura, de entrevistas, de debates, dos candidatos que estiverem no segundo turno’’, revelou. Segundo ele, Belinati justificou a ausência por conta de problemas de agenda e do recurso contra a candidatura dele no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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