Últimas negociações são marcadas pelo nervosismo
Depois que o presidente Fernando Henrique afirmou, anteontem em São Paulo, que quem votasse contra o mínimo estaria contra ele e teria que entregar os cargos, a temperatura subiu no Congresso.
Os líderes dos partidos do governo não conseguiam esconder o nervosismo diante do risco de colocar a medida provisória do salário mínimo em votação.
O presidente do Congresso, senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), afirmou que o presidente deveria respeitar a vontade dos parlamentares que também foram eleitos pelo povo.
Ele previu que o PFL votará unido, mas deve haver pequenas falhas, como existirão também em todos os partidos.
Já líder do PT na Câmara, Aloyzio Mercadante (SP), afirmou que a oposição vai mobilizar militantes para fazer pressão popular sobre o Congresso.
Mercadante prevê que pelo menos 10 mil manifestantes vinculados à Contag, à CUT e aos sindicatos de funcionários públicos federais estarão fazendo um ato público hoje, em frente ao Congresso Nacional.
Além disso, os sindicatos e movimentos populares deverão imprimir panfletos, cartazes e até out-doors para informar à população o resultado da votação, indicando os parlamentares que votaram contra e a favor de um mínimo de R$ 177,00.
A pressão popular é o único argumento que pode reverter a pressão que o governo está fazendo sobre os deputados da sua base, argumentou. (E.A.)





