Folha de LondrinaLigeirinhoAssembléia Legislativa: suspensão de ontem prolonga o feriadão de final de ano dos deputados, iniciado no último dia 19A Assembléia Legislativa ‘suspendeu’ ontem pela segunda vez o período extraordinário convocado pelo Palácio Iguaçu para analisar projetos de interesse do governo do Estado. Numa sessão que durou cerca de quatro minutos e que contou com a presença de 23 deputados (ao todo são 54), o Legislativo liquidou os últimos três itens da pauta do Executivo - duas alienações de terra e a prorrogação da viagem do governador Jaime Lerner (PFL) ao exterior - que ainda dependiam de aval. A proposta de um código de Saúde para o Paraná foi o único item deixado de lado pelos deputados. Ficará para o reinício das sessões ordinárias, em fevereiro.
A ‘suspensão’ de ontem prolonga o feriadão de final de ano iniciado pelos deputados no último dia 19. O período extraordinário, que oficialmente vai até o dia 15 de janeiro, só será retomado no dia 7, depois do Dia dos Reis. Não há pauta definida, o que pode garantir nova interrupção da convocação. Até agora, apenas quatro dias úteis foram dispensados para votações, desde o ‘chamado’ do governador Jaime Lerner (PFL), feito no dia 17 de dezembro.
Itens polêmicos foram aprovados pela base governista a toque de caixa. Dentre eles, a proposta de saneamento do Banestado junto ao Banco Central; a fixação de alíquotas para a cobrança do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) em 98; e a criação da empresa Paranaeducação. Outra prova da agilidade dos deputados foi a mensagem do governo, que autorizou a venda das ações preferenciais (sem direito a voto) da Sanepar. A proposta passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e em plenário três vezes em apenas dois dias.
As ‘suspensões’ do período extra não comprometem os salários dos deputados, que continuam recebendo integralmente dois salários adicionais (R$ 6 mil bruto cada) pelo ‘chamado’ do Palácio Iguaçu. A despesa total da Assembléia, só em vencimentos, fica em torno de R$ 648 mil bruto e terá de ser ressarcida pelo caixa do governo em meados de janeiro. Cada deputado receberá o equivalente a R$ 12 mil bruto e R$ 9 mil líquido.
Um deputado recebe hoje R$ 4,5 mil líquido (R$ 6 mil bruto) ao mês, mais R$ 3 mil bruto em verbas de ressarcimento (gastos com passagens, telefone, gasolina e correio) e R$ 3 mil bruto em verbas de assistência social (compra de remédios, cadeiras de rodas e internamentos). Extra-oficialmente, os deputados podem ainda receber os valores referentes às verbas de assistência e de ressarcimento, como complemento ao período extraordinário.

mockup