Última sessão da semana na AL dura apenas meia hora
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quarta-feira, 03 de agosto de 2016
Mariana Franco Ramos<br>Reportagem Local 
Curitiba - Antecipada para o período da manhã, a última sessão da semana na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, ontem, durou apenas 30 minutos. Às 10h05, nove dos 54 deputados estaduais estavam no plenário. Como, até então, ninguém tinha se inscrito para falar no pequeno, no grande expediente ou no horário das lideranças, o líder do governo, Luiz Cláudio Romanelli (PSB), resolveu pedir a palavra e usar a tribuna. Com isso, permitiu que mais colegas corressem para registrar presença, evitando o encerramento precoce da reunião, por falta de quórum. De acordo com o regimento interno da Casa, a votação da ordem do dia só acontece mediante comparecimento de um terço dos parlamentares, ou seja, 18.
Segundo o presidente da AL, Ademar Traiano (PSDB), a mudança de horário nas quartas-feiras, válida para todo o mês de agosto e a ser avaliada em setembro, foi um pedido dos representantes partidários. O objetivo é facilitar o deslocamento daqueles que possuem base em outros municípios do Estado, que não a capital. "É até em função do processo eleitoral. Todos os parlamentares têm atividades no interior e não vejo razão para não propiciarmos essa oportunidade, sem prejuízo da pauta", argumentou. Conforme a FOLHA publicou ontem, pelo menos sete deputados estaduais são candidatos ou pré-candidatos a prefeito: Maria Victória (PP), Ney Leprevost (PSD), Requião Filho (PMDB) e Tadeu Veneri (PT) em Curitiba; Chico Brasileiro (PSD) em Foz do Iguaçu; e Paranhos (PSC) e Márcio Pacheco (PPL) em Cascavel.
Para Veneri, que integra a bancada de oposição, porém, a medida acaba prejudicando os trabalhos. "As pessoas vêm já com a perspectiva de ficarem muito pouco tempo e saírem em 40 minutos ou meia hora. E isso também é definido pela própria pauta. Não vai ser surpresa para ninguém nós vermos que todas as quartas nossas pautas serão extremamente esvaziadas. Se você tem pauta de votação esvaziada, consequentemente vai ter também um debate esvaziado e uma sessão muito rápida. O período eleitoral é curto, de dois meses, e não deveria ser motivo para alterarmos", opinou. Ontem, foram aprovadas seis proposições, sendo quatro relativas a homenagens ou inserção de eventos no calendário oficial. A sessão acabou às 10h35.
Romanelli, por sua vez, avaliou a plenária como ótima. "Discursei, debati, encaminhei os requerimentos, enfim, cumpri o papel que eu devia. Se os demais não se inscreveram para fazer uso da palavra, a decisão é de cada um (...) Nós teremos projetos importantes do Poder Executivo para serem votados aqui e, normalmente, quando o Executivo envia um projeto, é porque tem pressa", contou, sem adiantar o conteúdo dos textos, que devem chegar na próxima semana. "É claro que, se houver algum tipo der transtorno nesse processo, eu serei o primeiro a reclamar e, certamente, se corrigirá. Mas, pela dinâmica que conheço do parlamento, todos exercem com responsabilidade os cargos que ocupam", acrescentou.


