Curitiba - Os servidores técnico-administrativos da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e do Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná (Cefet) vão aderir a partir de amanhã ao movimento nacional de paralisação. A decisão de entrar em greve, também por tempo indeterminado, foi tomada em assembléias, em separado, realizadas ontem.
A paralisação na UFPR atinge 7,7 mil funcionários lotados em unidades da universidade na Capital, no Hospital de Clínicas (HC) e no campus de Palotina (96 km ao norte de Cascavel). Os professores da UFPR, que estão em recesso até o dia 19, fazem assembléia na semana que vem para decidir o que vão fazer. No Cefet, 500 funcionários entram em greve. Outros 150 não por responderem por cargos de confiança. Dos 800 professores, 65% já estão parados desde a semana passada.
O Sinditest, sindicato que representa a categoria, acredita que o maior impacto da greve na UFPR recairá no Hospital de Clínicas, onde mais de dois terços dos funcionários pertencem ao quadro da universidade. Dos 3,9 mil funcionários do HC, 2,7 mil são contratados pela UFPR e 1,2 mil pela Fundação da UFPR (Funpar).
A decisão de entrar em greve segue o indicativo nacional da Federação dos Trabalhadores das Universidades Brasileiras (Fasubra). Na semana passada, servidores de todo País já aderiram a uma paralisação de três dias. Apesar da adesão ter sido pequena no HC, o setor cirúrgico foi afetado. Segundo a assessoria de imprensa do HC, cerca de dez cirurgias por dia tiveram que ser adiadas.
A estimativa das entidades que representam os servidores no Estado é que pouco mais de 50% da categoria já aderiram à greve geral. No Paraná, algumas categorias apresentam um índice maior de adesão, como é o caso do INSS.

mockup