A Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) convocou todos os reitores das universidades estaduais para uma reunião na próxima segunda-feira, em Curitiba, mas ao contrário do que esperavam os representantes das instituições de ensino superior (IESs), não está na pauta a discussão da reforma administrativa. A reforma tem sido uma das maiores preocupações da comunidade acadêmica porque prevê o corte de parte dos cargos comissionados e funções gratificadas (FGs), que segundo as universidades são imprescindíveis para o seu funcionamento.
O reitor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Wilmar Marçal, disse que sentiu-se frustrado ao receber a convocação. Na última sexta-feira, após reunir-se com os servidores para esclarecer boatos a respeito da reforma, ele enviou ofício ao governador Roberto Requião (PMDB) e à secretária da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Lygia Pupatto, manifestando a preocupação com o risco de desestabilização que a medida representa para as instituições.
Além do ofício, foram enviadas cópias de um abaixo-assinado com cerca de 300 assinaturas, onde os funcionários manifestam sua indignação com a forma como a questão vem sendo conduzida. ''A expectativa era que fosse dada aos reitores a oportunidade de falar sobre o que vai significar a reforma para as universidades, inclusive no que diz respeito às parcerias com o governo'', argumentou Marçal.
A convocação da Seti informa que constará da pauta a apresentação de proposta de seminário sobre energia (biocombustíveis, energia tradicional e aquecimento global); apresentação da proposta do Programa de Residência Técnica; balanço da situação de contratos temporários, realização de concurso público em 2008 e proposta de realização de seminário abordando o tema ''Os Venenos em Nossos Pratos''. Embora a discussão do corte das FGs não esteja clara na pauta, o reitor da UEL informou que vai tentar debatê-la na reunião. ''Além disso, vou tentar tomar um café com o governador na terça-feira.''

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