A Universidade Estadual de Londrina (UEL) quer ajuda do próximo prefeito para garantir novos espaços, reformas e material para diversos projetos desenvolvidos pela instituição. O apelo foi feito ontem pelo reitor Wilmar Marçal aos nove candidatos a chefia do Executivo municipal, durante reunião de uma hora e meia em um hotel próximo à UEL.
O convite partiu da própria universidade. Entre os órgãos e trabalhos citados pelo reitor como sendo de ''grande importância'' para a cidade e que carecem de melhor estrutura, está a Clínica Odontológica, que realizou quase 100 mil atendimentos em 2007 somente no setor infantil. Segundo Marçal, as instalações são muito antigas e limitadas para o volume de trabalho. Ele também cobrou a revisão da tabela de remuneração dos profissionais pelo SUS, cujos recursos chegam via Município.
O reitor também destacou a deterioração do prédio do Colégio de Aplicação - que atende cerca de 1,5 mil alunos de Ensino Médio e Técnico - e a falta de imóveis próprios para o Escritório de Aplicação Jurídica (1,1 mil consultas no ano passado), a Casa de Cultura e o Centro Estadual de Educação Básica para Jovens e Adultos (Cebeja).
Além de auxílio em reformas e aquisição de novos espaços, Marçal sugeriu parcerias com a futura administração para ampliar e melhorar os serviços. ''O Museu Histórico é um ponto que pode ser muito bem aproveitado, com o estímulo a caravanas culturais. O cursinho pré-vestibular pode ser ampliado e oferecido nos bairros, na modalidade presencial ou à distância'', defendeu.
O reitor lembrou ainda que o Laboratório de Produção de Medicamentos - já citado por candidatos na atual campanha - está inoperante e precisa recuperar a licença para funcionar. Cobrou também melhorias no asfalto e iluminação do entorno da UEL, ajuda para a manutenção das ruas internas do campus, duplicação da Avenida Robert Kock, onde está localizado o Hospital Universitário (HU) e duplicação da Avenida Castelo Branco - acesso à universidade.
Mesmo avisando que não tinha a intenção de apontar falhas, Marçal adotou um tom crítico ao falar da ausência de um Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). ''Já passou da hora de Londrina ter um. É importante na questão da dengue, do controle populacional de espécies, das doenças transmitidas por animais errantes.'' A deficiência do aeroporto para pousos e decolagens em condições climáticas adversas e a falta de um centro de eventos com capacidade para mais de 1,5 mil pessoas também foram questionados. ''Hoje eu não posso trazer um congresso internacional para Londrina por causa de problemas como estes.''
Cultura
Os nove candidatos ainda participaram ontem à noite de um debate promovido pelo Conselho Municipal de Cultura no Teatro Zaqueu de Melo, onde puderam expor suas propostas para o setor.

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